Brasil Bitcoin
Imagem: Pixabay

Conforme reportado pelo Livecoins, após um longo período de espera, a principal e maior corretora de investimentos do Brasil, a XP Investimentos irá lançar uma exchange de Bitcoin e Ethereum nos próximos meses.

Apesar de claramente não gostar de criptomoedas, os gestores da companhia renderam-se à pressão do mercado. Hoje, cerca de 3 milhões de brasileiros possuem exposição ao Bitcoin.

O mercado tradicional de ações cerca de 600 mil. Foi este potencial que levou a empresa a investir no nicho de criptomoedas.

Um dia antes deste anúncio, o CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) aceitou a pressão feita pela ABCB – Associação Brasileira de Criptomoedas e Blockchain acolhendo suas reclamações.

Isso resultou na abertura de um processo administrativo para a apuração de supostos abusos de poder por parte das instituições bancárias brasileiras no fechamento de contas de exchanges e empresas vinculadas ao comércio e operações com Bitcoin e criptomoedas no Brasil.

Ao menos duas associações do setor foram criadas no país em resposta a decisões tomadas pelos bancos que foram consideradas arbitrárias pelos empreendedores.

E por conta da desconfiança gerada com a atual indefinição política no país, vários investidores brasileiros têm apostado nas criptomoedas como um porto seguro para os seus recursos financeiros.

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Isto se deve ao fato de as criptomoedas estarem fora do chamado Risco Brasil. Ou seja, as criptomoedas não sofrem  tanto com as relações de causa e efeito internas provocadas pela proximidade com as eleições presidenciais como a taxa de câmbio do dólar, por exemplo.

Ainda na mesma semana, a Comissão de Valores Mobiliários (CMV) autorizou o investimento indireto em criptomoedas por meio de aquisições de derivativos e cotas de fundos do exterior.

Isso quer dizer que, na prática, uma pessoa poderia comprar cotas em um fundo, por exemplo, que tivesse 60% Bitcoin, 20% Ethereum e 20% Litecoin.

Esse fundo faria a administração do dinheiro em troca, possivelmente, de uma comissão — similar a um fundo de ações.

Na autorização, a CMV ainda recomenda que a maneira mais adequada é realizar os investimentos por meio das exchanges de criptomoedas que deveriam ser  submetidas, conforme o texto, “à supervisão de órgãos reguladores que tenham poderes para coibir tais práticas ilegais”.

Tais acontecimentos reforçam, e muito, a possibilidade de que uma provável regulamentação do mercado de criptomoedas no Brasil possa ocorrer em meados de 2019 após a disputa eleitoral.

Os acontecimentos da última semana nos indicam que os empreendedores têm buscado seu espaço, o mercado tem dado provas de que os negócios orientados à criptomoedas são rentáveis e escaláveis e os órgãos públicos têm dado o tom de que os passos para a regulação poderão ser lentos, mas graduais e potencialmente seguros.

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