Regulamentação das criptomoedas é uma vergonha, diz Comissária da SEC

A comissária mostrou-se incomodada com a lentidão do governo americano em "fornecer clareza" em relação as criptomoedas. Atrasando, desta forma, o desenvolvimento de todo o setor que tem medo de investir e empreender.

Hester Peirce, Comissária da SEC conhecida como Crypto Mom. Foto: Chris Maddaloni/CQ Roll Call

Em conversa com o Yahoo Finance, a comissária Hester Peirce alertou sobre a maneira com a qual a SEC está regulamentando as criptomoedas. Após três anos, ainda há incertezas sobre o tema, segundo ela.

O papo também envolveu ETFs de Bitcoin que poderão ser aprovados pela SEC ainda este mês, cuja decisão já havia sido prorrogada no passado. Vale lembrar que em abril deste ano, a comissária comentou que Banir o Bitcoin seria burrice.

Peirce também falou que o grande desafio do governo eram projetos de DeFi que são realmente descentralizados, já estes não podem ser parados, ao contrário dos “pseudo-descentralizados” que contam com uma equipe que trabalha e ganha dinheiro como um projeto centralizado porém tentando da regulamentação.

ETFs de Bitcoin

A comissária notou que é difícil estimar uma data para que as aprovações dos ETFs aconteçam, pois cada ETF é bem diferente do outro. Apesar disso, ela se mostrou confiante na aprovação conforme o presidente do FED disse não ter planos de banir as criptomoedas nos EUA.

Peirce também se mostrou incomodada com a lentidão, acreditando que até mesmo o Ethereum possa ter um ETF de contratos futuros, conforme sua rede é amplamente utilizada para diversos casos de uso, como NFTs, DeFis e outros aplicativos descentralizados.

Ainda sobre ETFs, a comissária lembrou que embora existam diferenças entre moedas fiduciárias e criptomoedas, o ouro também tem diferenças e possui ETFs. Então, isso não seria um problema.

Regulamentação do Bitcoin nos EUA

Atualmente, vários órgãos dos EUA estão olhando para as criptomoedas, o Banco Central, a SEC, a Receita Federal, CTFC e outros. Segundo Peirce, a primeira palavra virá de cima, a nível federal, todavia ela ressalta que é necessário que os cidadãos tenham voz.

“Por isso eu acho importante que os cidadãos americanos tenham um papel nesta conversa, não apenas sobre quem deveria regulamentar as criptomoedas como também quem deveria regulamentar e em quais pontos as criptomoedas devem ser tratadas de forma diferente em relação a como outros ativos são regulamentados e onde devem ser tratadas da mesma forma.”, disse a comissária da SEC.

Sobre a facilidade de negociar ações e criptomoedas, a comissária comentou que o seu papel não é tirar o direito de escolha das pessoas, e sim entregar informações para que elas possam tomar suas decisões. Um caminho oposto ao da China e também da Rússia, que não acredita que as pessoas não podem pensar por si só.

Finalizando, a comissária mostrou-se incomodada com a lentidão do governo americano em “fornecer clareza” em relação as criptomoedas. Atrasando, desta forma, o desenvolvimento de todo o setor que tem medo de investir e empreender.

“É desconcertante para mim, que após três anos pedindo por clareza regulatória, nós ainda não fornecemos nenhuma. Então eu acredito que isso esteja se tornando uma grande barreira para que esta indústria se desenvolva de forma segura mas que também permita inovação.”

Projetos realmente descentralizados são um desafio

Peirce também comentou que projetos realmente descentralizados no campo de finanças descentralizadas (DeFi) são o verdadeiro desafio. Isso ocorre porque não há muito que possa ser feito, não há como fechar um serviço que ninguém tem controle.

O oposto de certos projetos de DeFi que, na verdade, possuem um desenvolvimento totalmente centralizado e que obtém lucros sobre os seus serviços.

Já o Bitcoin, adotado ou banido, é totalmente descentralizado. O máximo que o governo pode fazer é tentar barrar a sua adoção ao barrar serviços ao seu redor, como exchanges.

Não existe um botão para desligar o Bitcoin.

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Henrique Kalashnikov
Formado em desenvolvimento web há mais de 20 anos, Henrique Kalashnikov encontrou-se com o Bitcoin em 2016 e desde então está desvendando seus pormenores. Tradutor de mais de 100 documentos sobre criptomoedas alternativas, também já teve uma pequena fazenda de mineração com mais de 50 placas de vídeo. Atualmente segue acompanhando as tendências do setor, usando seu conhecimento para entregar bons conteúdos aos leitores do Livecoins.

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