Resistência: 84 nós de Bitcoin quebram o firewall da China

Nós de Bitcoin ao redor do mundo.
Nós de Bitcoin ao redor do mundo.

Embora em baixa, o Bitcoin segue provando seu valor na China, onde as exchanges de criptomoedas foram banidas e os mineradores de bitcoin foram expulsos.

Pelo menos 84 nós de bitcoin da China continuam sincronizando com a rede global, totalizando 0,5% de todos os 15.660 nós públicos de bitcoin no mundo.

Em relação ao Ethereum, os números são um pouco melhores, existem 119 nós de ETH na China, representando 2,28% de toda a rede que é composta por 5.200 nós.

Não está claro se esses nós são de mineradores, pelo menos alguns deles devem ser. Afinal, apesar da suposta proibição da China, um estudo recente apontou que a China ainda é o segundo maior centro de mineração de Bitcoin, com 21% do hash rate.

Contudo, isso representa uma queda estimada em 75% em relação a 2019, com os EUA surgindo como principal polo de mineração, saltando de 6% para 38% no mesmo período.

Os Estados Unidos também dominam em número de nós de bitcoin, com 1.979 presentes no país. Embora a Europa como um todo possua mais nós do que os EUA, a Alemanha fica para trás com seus 1.341 nós de bitcoin.

Estes são nós alcançáveis, com seu operador abrindo acesso ao tráfego público. Existem também nós inacessíveis que não podem ser vistos, dificultando a obtenção de números mais precisos.

Além disso, alguns destes nós usam Tor, tornando sua localização difícil de ser descoberta. Também é válido notar que uma única pessoa pode rodar muitos nós, entretanto, os nós da China estão em cidades diferentes.

Nós de Bitcoin na China em junho de 2022
Nós de Bitcoin na China em junho de 2022

O Bitcoin em si não é proibido na China, portanto, rodar um nó de bitcoin não é ilegal, pelo menos até agora. No entanto, quase tudo relacionado ao bitcoin é proibido por lá, desde mineração até a sua negociação em exchanges.

Após ter banido o bitcoin quase como um todo no ano passado, a China acabou perdendo a grande influência que tinha sobre o Bitcoin e outras moedas. Na época, o país ficava atrás apenas dos EUA.

No entanto, os quase 100 nós em funcionamento mostram que ainda há algum interesse em criptomoedas na China. Apesar disso, estes nós representam apenas 10% dos nós dos EUA, apesar de ter uma população muito maior.

Por fim, mesmo que a China tenha perdido a sua influência sobre o mercado de criptomoedas, é interessante saber que há resistência por alguns usuários de Bitcoin por lá. Sendo um bom sinal de que não adianta banir o Bitcoin, ele sempre estará presente.

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Henrique Kalashnikov
Formado em desenvolvimento web há mais de 20 anos, Henrique Kalashnikov encontrou-se com o Bitcoin em 2016 e desde então está desvendando seus pormenores. Tradutor de mais de 100 documentos sobre criptomoedas alternativas, também já teve uma pequena fazenda de mineração com mais de 50 placas de vídeo. Atualmente segue acompanhando as tendências do setor, usando seu conhecimento para entregar bons conteúdos aos leitores do Livecoins.

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