China ressurge como 2ª maior mineradora de Bitcoin do mundo, apesar de banimento

Logotipo do Bitcoin sobre bandeira da China.
Logotipo do Bitcoin sobre bandeira da China.

Após a China banir a mineração de Bitcoin no ano passado, diversos sites de estatísticas apontaram que o setor havia desaparecido no país. Entretanto, novos dados mostram que mineradores não só continuam em atividade como também colocam a China com um grande poder de mineração.

Segundo dados do Cambridge Bitcoin Electricity Consumption Index (CBECI), hoje a China ainda é o segundo país que mais minera Bitcoin. Na sua frente estão apenas os Estados Unidos com quase o dobro de hashrate da China, tendo forte crescimento desde o banimento.

Além disso, a mineração de Ethereum deve passar ainda mais despercebida pelas autoridades. Isso se deve tanto aos equipamentos, também usados para jogos, quanto pelo número de mineradores caseiros desta criptomoeda.

Não adianta banir?

O fechamento de pools chinesas pode ser a explicação mais plausível sobre o que levou sites a mostrarem que a mineração havia caído para zero no país. Entretanto, a metodologia aplicada pela Cambridge Bitcoin Electricity Consumption Index (CBECI) consegue agregar dados mais precisos.

“Os dados fornecidos pelas pools de mineração participantes constituem uma amostra representativa da distribuição geográfica total de hashrate do Bitcoin.”

Sendo assim, a CBECI reúne dados compartilhados por quatro pool: BTC.com, Poolin, ViaBTC e Foundry. Em outras palavras, chineses migraram de suas pools locais para outras, e estas conseguem obter a localização dos mineradores.

Portanto, o banimento da mineração pela China parece ter sido apenas um ataque superficial. Afinal, é difícil, se não impossível, encontrar pequenas fazendas de mineração em um país responsável pelo maior consumo de energia do planeta.

China ainda é o segundo maior minerador de Bitcoin

Com 21,1% do hashrate total do Bitcoin, dados da CBECI colocam a China com a segunda maior concentração do mundo. Na sua frente estão apenas os EUA, com 37,8%, já em terceiro lugar está o Cazaquistão, com 13,2% do total.

Mapa de mineração de Bitcoin. Fonte: CBECI

Apesar de o banimento ter tido impacto na região, afinal a China possuía mais da metade do hashrate, esta metodologia mostra que muitos mineradores ainda estão trabalhando no país. Os últimos dados da CBECI são de janeiro deste ano.

Evolução da participação por país. Fonte: CBECI

Portanto, embora mineradoras gigantes possam ter abandonado a China, é possível que pequenos e médios produtores de BTC sigam fora do radar do governo chinês. Além disso, a mineração de outras moedas, como Ethereum, deve passar ainda mais despercebida no país.

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Henrique Kalashnikov
Formado em desenvolvimento web há mais de 20 anos, Henrique Kalashnikov encontrou-se com o Bitcoin em 2016 e desde então está desvendando seus pormenores. Tradutor de mais de 100 documentos sobre criptomoedas alternativas, também já teve uma pequena fazenda de mineração com mais de 50 placas de vídeo. Atualmente segue acompanhando as tendências do setor, usando seu conhecimento para entregar bons conteúdos aos leitores do Livecoins.

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