“Se banirmos as criptomoedas, precisamos banir a internet“, diz Ministro das Finanças da Rússia

Bandeira da Rússia e criptomoedas
Bandeira da Rússia e criptomoedas

Embora a Rússia esteja com problemas maiores, como a tensão com a Ucrânia, o país está tentando resolver a questão das criptomoedas. Em declaração feita nesta quarta-feira (16), o Ministro das Finanças Anton Siluanov afirmou que eles não tomarão uma postura como a da China.

Sendo mais claro, a batalha da China existe antes mesmo do Bitcoin, banindo moedas virtuais de jogos ainda em 2009. Com o crescimento do Bitcoin, então sua atenção foi multiplicada, controlando diversos setores ao longo da última década até um banimento final em setembro do ano passado.

Conforme os dois países possuem uma relação próxima, esperava-se que a Rússia pudesse tomar o mesmo caminho da China. Especialmente após seu Banco Central emitir declarações negativas sobre as criptomoedas, contudo não é o que está acontecendo.

Banir as criptomoedas é como banir a internet

Em resposta a repórteres, dada nesta quarta-feira (16), o ministro das finanças da Rússia, Anton Siluanov, afirmou que desavenças entre seu ministério e o Banco Central serão levadas a seus superiores. Suas falas foram reportadas pela Reuters.

Além disso, também fez uma comparação entre as criptomoedas e a internet. Mostrando entender que não há como banir criptomoedas como o Bitcoin, exceto se também restrinjam a internet no país.

“Se banirmos as criptomoedas, precisamos banir a internet. Não usamos os métodos que a China usa.”

Por fim, Siluanov usou a China como exemplo a não ser seguido. Afinal, ao expulsar empresas de diversos setores, como mineração e serviços financeiros, estima-se que o maior prejudicado foi a própria China.

Muito além de questões tributárias, a China também renunciou alguma espécie de controle sobre essas moedas, visto que mineradores migraram para outros países, especialmente para os EUA.

Portanto, embora o BC da Rússia ainda esteja com medo do Bitcoin, mesmo após seu país aprovar um conceito que encaminha as criptomoedas para uma regulação, parte do governo já entendeu os benefícios de ter o setor sob suas mãos.

Nem 8, nem 80

Já na contramão da China temos El Salvador, primeiro país a adotar o Bitcoin como moeda de curso legal. Entretanto, o país localizado na América Central está enfrentando alguns problemas, como pressões do Fundo Monetário Internacional (FMI) para abandonar o BTC como moeda.

Desta forma, talvez a melhor abordagem seja um meio-termo, como já é feito na maioria dos países. Ou seja, com os cidadãos tendo liberdade para escolher se querem ou não usar uma moeda, sem precisar que um governo os obrigue a isso.

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Henrique Kalashnikov
Formado em desenvolvimento web há mais de 20 anos, Henrique Kalashnikov encontrou-se com o Bitcoin em 2016 e desde então está desvendando seus pormenores. Tradutor de mais de 100 documentos sobre criptomoedas alternativas, também já teve uma pequena fazenda de mineração com mais de 50 placas de vídeo. Atualmente segue acompanhando as tendências do setor, usando seu conhecimento para entregar bons conteúdos aos leitores do Livecoins.

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