Mais de 20 empresas de criptomoedas deixaram a China

Já para os empreendedores, estes terão que se aventurar em outros países, agora sem os seus clientes e precisando disputar com outras empresas já estabelecidas. Competição que é boa para a indústria.

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A recente repreensão chinesa em relação as criptomoedas foi a mais severa até hoje. Embora a China tenha banido o Bitcoin várias vezes, a última ofensiva fez com que muitas empresas do setor abandonassem o país.

Dentre os campos mais afetados estão o de mineração e negociação de criptomoedas. Não apenas os mineradores foram expulsos, como também pools e suporte de outros serviços. Quanto as exchanges, mesmo aquelas que estão fora da China pararam de atender os chineses.

O único ponto positivo disso é que a migração pode incentivar a concorrência conforme os empreendedores precisam entrar em um mercado fora da China já dominado por outras empresas.

Empresas de mineração são as mais afetadas

Com a China vivendo uma crise energética, o principal foco do governo foi fechar o cerco às atividades de mineração. Incluindo não apenas mineradores como também pools, comércios de equipamentos e até mesmo grupos técnico.

Uma das maiores foi a Sparkpool, previamente a segunda maior pool de mineração de Ethereum. Outra que fechará as suas portas é a BeePool, quarta maior, neste dia 15. Além de outras menores como a Xinghou.

Apesar disso, o hashrate do Ethereum continua crescendo. O grande medo dos usuários é que caso este poder de mineração migre para as duas maiores pools do momento, a Ethermine e a p2pool, o hashrate estaria bem centralizado.

Misteriosamente, uma das pools que mais vem crescendo é a Antpool, previamente ligada a Bitmain, produtora chinesa de ASICs.

O Alibaba, apesar de continuar as suas operações, foi obrigado a parar de exibir anúncios de vendas de equipamentos ligados a mineração, como ASICs e até mesmo tutoriais. Já o NBMiner, aplicativo de mineração, encerrou seu suporte para cidadãos da China.

Outros serviços

O que havia restado do mercado de exchanges na China, agora parece estar evaporando também. A maior delas é a Huobi, uma das dez maiores por volume de negociação à vista e segunda maior de derivativos, que anunciou a sua saída do país.

Além da Huobi e outras exchanges menores como a MitMart, BHEX e a BiKi, muitas outras corretoras globais como a Binance e a KuCoin começaram a bloquear o cadastro de chineses.

Outros serviços como TokenPocket e o DeBank, carteiras de criptomoedas, deixarão de prestar alguns serviços a chineses. Bem como o Feixiaohao, serviço de dados de negociações, e outras. Também vale notar que sites como CoinMarketCap, TradingView e CoinGecko não podem mais ser acessados da China.

O poder dos governos

O extremo abandono de prestadores de serviços mostra o poder dos governos, mesmo com muitos deles operando de fora da China. Quem perde com isso é o povo chinês que ficará isolado em uma ilha digital sem acesso a serviços relacionados a criptomoedas e blockchain.

Por ora, uma das soluções é buscar serviços descentralizados que consigam operar de alguma forma no país. Embora descentralizados, o governo ainda pode banir o acesso aos sites que dão acesso a estes serviços.

Já para os empreendedores, estes terão que se aventurar em outros países, agora sem os seus clientes e precisando disputar com outras empresas já estabelecidas. Competição que é boa para a indústria.

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Henrique Kalashnikov
Formado em desenvolvimento web há mais de 20 anos, Henrique Kalashnikov encontrou-se com o Bitcoin em 2016 e desde então está desvendando seus pormenores. Tradutor de mais de 100 documentos sobre criptomoedas alternativas, também já teve uma pequena fazenda de mineração com mais de 50 placas de vídeo. Atualmente segue acompanhando as tendências do setor, usando seu conhecimento para entregar bons conteúdos aos leitores do Livecoins.

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