
Mercado prevê somente 14% de chances do Clarity Act ser aprovado neste ano. Imagem: ChatGPT.
John Thune, principal líder republicano no Senado, confirmou nesta quinta-feira (6) que a votação sobre o Clarity Act será adiada para setembro. Isso porque o Senado americano entra em recesso nesta sexta-feira (7), com previsão de retorno das atividades somente no dia 14 do próximo mês.
Como o próprio nome sugere, o Clarity Act é um projeto de lei que visa trazer uma maior clareza regulatória para o mercado de criptomoedas nos EUA.
Isso inclui tanto a definição dos ativos entre commodity ou valor imobiliário, definindo qual agência fica responsável pela regulação, mas também aborda outros temas como rendimentos de stablecoins.
Conforme o Clarity Act aborda diversos setores das criptomoedas, incluindo o Bitcoin, esse é o projeto de lei mais aguardado para o mercado nos EUA. No entanto, conforme o Senado está entrando em recesso, a votação foi postergada para setembro.
Em conversa com o The Block, John Thune, líder da maioria no Senado, afirma que os democratas ainda estão contra o projeto, motivo da demora na aprovação.
“Os democratas estão irredutíveis e não querem votar a Clarity. De qualquer forma, trabalhei com os autores do projeto. A senadora Cynthia Lummis foi excelente, e vamos colocar isso como prioridade assim que voltarmos.”
Usuários da Polymarket apontam para somente 14% de chances do Clarity Act ser aprovado em 2026. Anteriormente, em fevereiro, as apostas chegaram a apontar para 82%.
Em suma, dentre outros pontos, o Clarity Act classificará o Bitcoin como uma commodity digital. Isso significa que bancos terão segurança jurídica para investir na criptomoeda.
Apesar dos atrasos na aprovação do Clarity Act, o Bitcoin se mantém na faixa dos US$ 65.000, em alta de 1% nas últimas 24 horas, sendo um sinal de que o mercado não está pessimista. Outras criptomoedas acompanham a tendência de alta.
Nas redes sociais, Michael Saylor, fundador da Strategy, fez um breve comentário sobre a situação.
“O Bitcoin não precisa do Clarity. Os EUA é que precisam de clareza.”