O TokenNation 2026, evento que acontece na Bienal em São Paulo durante os dias 1 e 2 de junho, abordou os temas mais atuais do mercado blockchain. Entre eles, a forma como as stablecoins estão ressignificando as tecnologias de pagamento ao redor do mundo.
Durante o painel “Pix, cripto e cartão: quem vai mandar no seu dinheiro”, a Diretora de Moedas Digitais na Visa, Antônia Souza, discorre sobre qual será o futuro dos meios de pagamento e o papel dos cartões nesse ecossistema.
Além de Antônia Souza, o painel também trouxe Pedro Nascimento, do BCB; Jorge Borges, Head Latam da Fireblocks e mediação por Mariana Maria da Exame.
As stablecoins podem substituir o cartão?
Respondendo a provocação sobre o fim dos cartões e a ascensão de meios mais atuais como pix e stablecoins, a executiva defende que as tecnologias não são predatórias.
“É importante deixar claro que a forma de pagar com cartões ainda é muito necessária. A experiência de gastar com cripto não é a mais fácil do mundo”, comenta. “Estamos longe do fim dos cartões, e as tecnologias estão se conectando. Não vemos como uma tecnologia canibal, mas que se complementam”, avaliou.
O painel também trouxe à tona as dificuldades e entraves que ainda freia a inclusão de stablecoins na indústria de pagamentos. No que tange a usabilidade do usuário (UX), as novas tecnologias de pagamentos ainda têm muito a evoluir.
“Ainda estamos solucionando problemas superficiais. Depois disso, tem espaço para uma nova gama de novos produtos”, conclui a executiva da Visa.
O painel também levantou a importância da programabilidade nos meios de pagamentos. A execução inteligente em uma operação financeira é uma característica que mudou a forma como o mundo enxerga a confiança, apontaram os painelistas.
Para Jorge Borges, a institucionalização da tecnologia blockchain vêm permitindo o desenvolvimento de novos produtos híbridos com mercado tradicional e a perspectiva é positiva com uma regulação positiva.
Em geral, os painelistas do “Pix, cripto e cartão: quem vai mandar no seu dinheiro” concordam que a evolução de novas tecnologias para pagamento não necessariamente significa a substituição das atuais, e sim a sinergia entre elas.
