
Strategy afirma que remoção não terá grande impacto em seus negócios, mas defende que empresa seja mantida nos índices da MSCI. Imagem: Pixabay/Pexels.
Em carta enviada nesta segunda-feira (31), a Strategy, maior tesouraria de Bitcoin do mundo, voltou a pedir para a MSCI não remover a empresa de seus índices.
No texto, Michael Saylor e Phong Le argumentam que a proposta seria uma forma disfarçada de excluir empresas de tesouraria de Bitcoin e outras criptomoedas.
A Strategy já havia enviado uma carta à provedora de índices em dezembro de 2025, resultando na permanência da empresa. No entanto, novas discussões sobre remoções retornaram à mesa no mês passado.
Em nota publicada há duas semanas, a Strategy afirmava que nem ela, nem o Bitcoin, precisavam da MSCI. A empresa, no entanto, mudou seu tom em carta enviada nesta segunda-feira (31), pedindo para que a remoção não aconteça.
“A proposta, assim como a proposta de 2025 que a MSCI retirou, é discriminatória, arbitrária e equivocada. Se adotada, a proposta não teria impacto significativo sobre os negócios da Strategy, mas prejudicaria profundamente a reputação da MSCI como uma provedora de índices confiável e neutra. Assim como a proposta de 2025, a proposta atual deveria ser retirada.”
Comparando ambas as propostas, a Strategy afirma que a nova é uma “variação pretextual e problemática da anterior”.
Além da Strategy, outra empresa de tesouraria de Bitcoin que seria afetada seria a japonesa Metaplanet. A terceira e última seria a Yellow Cake PLC, que investe em urânio.
Portanto, os executivos da Strategy afirmam que a proposta é um pretexto para atingir empresas de tesouraria de criptomoedas.
“Seu principal efeito é remover duas grandes DATs dos índices da MSCI e colocar uma terceira em uma lista pública de observação”, escreve a Strategy, referindo-se à Sharplink, que investe em Ethereum, como a terceira a ser afetada. “Não há outra justificativa aparente para a proposta, e a MSCI não apresenta nenhuma.”
Em outro trecho, a carta aponta que a proposta de exclusão entra em conflito com princípios estabelecidos do direito de valores mobiliários e contabilidade, bem como prejudica a confiabilidade e neutralidade da própria MSCI.
“A Strategy respondeu hoje à proposta da MSCI de excluir “empresas não operacionais”. Embora não traga impacto relevante para a $MSTR, a proposta é equivocada, falha e contraria a legislação de valores mobiliários e os princípios contábeis estabelecidos. Leia nossa carta e manifeste seu apoio.”
Antes disso, em novembro do ano passado, três empresas entraram para o S&P 500 e, apesar do tamanho da Strategy, a empresa foi ignorada.
Por fim, essas decisões mostram como o setor tradicional ainda luta contra as criptomoedas, ainda que de forma sutil.