Telegram é seguro para ucranianos, afirma fundador russo

Telegram no celular.
Telegram no celular.

Pavel Durov, fundador do Telegram e da rede social VK, afirmou nesta segunda-feira (7) que o Telegram é seguro para ser usado por ucranianos. Seu comentário acontece após questionamentos sobre sua posição sobre a guerra, justamente por ser russo.

Para explicar seu posicionamento, Durov conta sua história com a rede social VK cujo principal público eram russos e ucranianos. Diretor-executivo da VK em 2013, Durov declara que foi demitido do cargo após se recursar a fornecer dados privados de ucranianos para a agência de inteligência da Rússia, a FSB (parte da antiga KGB).

Nove anos depois, Durov continua demonstrando preocupação pela privacidade de seus usuários, afirmando que o “direito pela privacidade é sagrado, agora mais do que nunca”. Hoje o Telegram é um dos mensageiros mais utilizados no mundo, principalmente por usuários de criptomoedas.

Situação do Telegram na Ucrânia

Em publicação no próprio Telegram nesta segunda-feira (7), Pavel Durov, fundador do mensageiro, conta como sua carreira de empreendedor acabou na Rússia e tranquiliza usuários ucranianos do Telegram.

“Algumas pessoas se perguntaram se o Telegram é de alguma forma menos seguro para os ucranianos, porque eu já morei na Rússia. Deixe-me contar a essas pessoas como minha carreira na Rússia terminou.”, comenta Pavel Durov, fundador do Telegram

Além de afirmar que parte dos antecessores de sua família eram de Kyiv, na Ucrânia, Durov conta que a agência de inteligência russa FSB — parte da antiga KGB — exigiu que o mesmo fornecesse dados privados de ucranianos. Os mesmos estariam protestando contra um presidente pró-Rússia, em 2013.

Tendo negado tal pedido, Durov foi demitido do cargo de diretor-executivo da empresa ele mesmo havia fundado, a rede social VK. Além disso, também declara que foi forçado a sair do país.

“Perdi minha empresa e minha casa, mas faria de novo — sem hesitar”

Finalizando, o fundador do Telegram nota que nove anos se passaram desde este caso, contando que além de não mais morar ali, também não possui nenhuma empresa ou empregados na Rússia.

“Defendo nossos usuários, não importa o quê. Seu direito à privacidade é sagrado. Agora mais do que nunca.”

Telegram e as criptomoedas

Durov é mais um bilionário que está, ou estava, tentando explorar o setor de criptomoedas. Durante 2018, o Telegram arrecadou bilhões para lançar sua própria blockchain, a Telegram Open Network (TON), contudo teve seu projeto barrado pela SEC dos EUA.

Anos depois, o projeto segue em desenvolvimento independentemente e sob outro nome (The Open Network). Apesar disso, Durov ainda mostra seu apoio pelo mesmo, indicando que possa ter ligação com esta criptomoeda.

Além de Durov, tanto Mark Zuckerberg, fundador do Facebook, quanto Jack Dorsey, fundador do Twitter, estão ligados as criptomoedas. Enquanto Zuckerberg tentou lançar a Lira/Diem (e falhou, assim como Durov), Dorsey escolheu o próprio Bitcoin, tendo recentemente afirmado que o Facebook deveria ter seguido a mesma linha.

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Henrique Kalashnikov
Formado em desenvolvimento web há mais de 20 anos, Henrique Kalashnikov encontrou-se com o Bitcoin em 2016 e desde então está desvendando seus pormenores. Tradutor de mais de 100 documentos sobre criptomoedas alternativas, também já teve uma pequena fazenda de mineração com mais de 50 placas de vídeo. Atualmente segue acompanhando as tendências do setor, usando seu conhecimento para entregar bons conteúdos aos leitores do Livecoins.

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