Tendência de alta do hashrate do Bitcoin é um sinal indireto de otimismo dos investidores institucionais, diz analista

Hashrate do Bitcoin voltou à marca de 1 zettahash por segundo (1 ZH/s) nesta semana

Henrique HK
Henrique HK
Formado em desenvolvimento web há mais de 20 anos, Henrique Kalashnikov encontrou-se com o Bitcoin em 2016 e desde então está desvendando seus pormenores. Tradutor de...
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Ki Young Ju, fundador da CryptoQuant, acredita que a tendência de alta do hashrate do Bitcoin significa fundamentos mais sólidos para a criptomoeda e, como consequência, é um sinal indireto do otimismo de parte dos investidores institucionais.

Em suma, o hashrate mede o poder computacional da rede e, quanto maior, mais difícil atacá-la.

Os dados da empresa mostram que o hashrate atingiu seu pico em novembro de 2025, um mês após o recorde histórico de preço do Bitcoin, mas entrou em uma forte tendência de baixa até julho deste ano, quando atingiu 900 EH/s.

Desde então, a rede viu um crescimento no poder computacional, que voltou à marca de 1 zettahash por segundo (1 ZH/s) nesta semana.

Hashrate do Bitcoin volta à marca de 1 ZH/s pela primeira vez desde maio. Fonte: CryptoQuant/Reprodução.

Além da própria queda de preço do Bitcoin em relação a outubro de 2025, outro fator que contribuiu para essa queda foi o halving, que diminui a recompensa dos blocos pela metade ainda em abril de 2024.

Somado a isso, muitas mineradoras estão migrando total ou parcialmente para o setor de Inteligência Artificial, algo que acontece desde 2023.

Recuperação do hashrate é um ótimo sinal, diz fundador da CryptoQuant

Embora usuários que fazem transferências de Bitcoin não sintam essas mudanças no hashrate, já que a dificuldade é ajustada a cada 2 semanas, em média, Ki Young Ju acredita que essa recuperação significa que a rede está melhor protegida.

“O hashrate do Bitcoin voltou a apresentar tendência de alta, com os mineradores operando em capacidade máxima. Um hashrate mais alto significa maior segurança e fundamentos mais sólidos para o Bitcoin como reserva de valor. As empresas de mineração listadas em bolsa contam com o apoio de gigantes das finanças tradicionais (TradFi). Na minha opinião, esse é um sinal indireto de otimismo por parte dos investidores institucionais.”

Os ETFs americanos, por exemplo, acumulam compras de US$ 6,8 bilhões entre julho e outubro.

Na semana passada, o analista já havia rebatido projeções feitas por um estrategista da Bloomberg sobre a possibilidade do Bitcoin para a faixa dos US$ 10.000.

Na ocasião, o fundador da CryptoQuant destacou que, nem mesmo se as empresas de tesouraria de Bitcoin e os ETFs vendessem todas as suas moedas, isso seria imaginável, já que uma queda desse tamanho colocaria o MVRV, que compara o preço atual do Bitcoin ao preço médio das compras, em 0,2.

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