Tesouro do Rio Grande do Sul receberá capacitação em criptoativos e Web3

Parceria anunciada por Eduardo Leite com o iCoLab promove nova rodada de capacitação entre autoridades gaúchas

Em um novo ato publicado nesta terça-feira (20) pelo Governador Eduardo Leite no Rio Grande do Sul ficou claro o surgimento de uma nova parceria público-privada de capacitação que deve levar servidores públicos do Tesouro gaúcho para o mundo da blockchain, Web3 e criptoativos.

De acordo com apurado pela reportagem, o documento assinado na segunda-feira (19) busca modernizar a gestão fiscal de tributos arrecadados.

A medida permite a assinatura do Acordo de Cooperação com o ICOLAB – Instituto de Gestão, Tecnologia e Inovação. O objetivo central da parceria consiste na capacitação técnica dos servidores do Tesouro do Estado em temas avançados como Web3 e blockchain.

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Eduardo Leite encaminhou possibilidade de utilização de tecnologia das criptomoedas na gestão pública gaúcha
Eduardo Leite encaminhou possibilidade de utilização de tecnologia das criptomoedas na gestão pública gaúcha (Foto/Reprodução).

Além do viés educacional, o projeto prevê o apoio direto na pesquisa e no desenho de novas iniciativas que utilizem a rede descentralizada para aprimorar a máquina estatal.

Do lado do iCoLab, a parceria reforça a missão institucional de apoiar empresas e governos em suas jornadas de transformação digital. Segundo Sandra Marlene Heck, Cofundadora e Vice-Presidente do Instituto, “este acordo de cooperação técnica representa mais um passo significativo na disseminação de tecnologias emergentes nas esferas do setor público. Nosso compromisso é fomentar e apoiar o Estado na construção de soluções transparentes, seguras e orientadas ao interesse público.

As ações integram o escopo do Programa de Inovação do Tesouro (PIT), que busca soluções para otimizar a inovação fiscal e a eficiência administrativa.

O documento baseia-se na prerrogativa conferida pelo artigo 82 da Constituição Estadual. Assim, a delegação de competência transfere à titular da pasta da Fazenda, Pricilla Santana, a responsabilidade legal para formalizar o vínculo com a entidade de tecnologia e pesquisa.

A iniciativa coloca o Rio Grande do Sul na lista de entes federativos que buscam integrar a tecnologia de registro distribuído (DLT) às suas operações financeiras.

Rio Grande do Sul é um dos estados ligados no bitcoin

A nova capacitação não é uma novidade total para o Rio Grande do Sul após os avanços do bitcoin no estado nos últimos anos.

Na capital Porto Alegre, por exemplo, a data do Bitcoin Pizza Day é um dos marcos do calendário municipal, uma homenagem direta a primeira transação conhecida publicamente e que ajudou a criar a primeira base de preço do BTC no mercado global. A medida foi aprovada em 2022.

Já no interior em Rolante, a cidade que mais tem comércios aceitando bitcoin como meio de pagamento na economia circular, o título de Capital Estadual do Bitcoin foi assinado pelo próprio governador Eduardo Leite. A cidade poderá em breve ainda se tornar a Capital Nacional do Bitcoin, a depender de uma tramitação no Congresso Nacional em Brasília, iniciada em 2025.

Ou seja, a capacitação chega em um momento de ampla adoção e visibilidade do bitcoin, com capacitações no setor público mostrando a força do movimento.

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Bruno Costa
Bruno Costahttps://bruno-costa.com
Bruno Costa ingressou no jornalismo cripto quando o DeFi ainda era um experimento de nicho e, desde então, tornou-se uma das principais vozes brasileiras na cobertura de finanças descentralizadas e ativos digitais. Atualmente atua como Senior Content Manager na Starkware.co, uma empresa de PR e marketing focada em DeFi, NFTs e crescimento de comunidades Web3. Seu trabalho frequentemente explora como as economias de tokens podem impulsionar a inclusão financeira no país, conectando a adoção de blockchain à realidade local. Ele é Certified Bitcoin Professional (CBP), credenciado pelo CryptoCurrency Certification Consortium (C4).

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