TV BOX pirata pode estar minerando criptomoedas escondido, diz Anatel

De acordo com a Anatel, há uma investigação sendo realizada por um grupo especializado criado na semana passada.

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Com o crescimento dos serviços de streaming, as smart TVs se tornaram muito populares nos últimos anos – para quem não tem esse tipo de televisão, equipamentos que dão a funcionalidade à TV também são bem procurados.

Alguns optam, no entanto, por dispositivos pirateados, os famosos TV BOX, mas talvez essa não seja uma opção tão boa, já que a Anatel está investigando a possibilidade desses equipamentos estarem minerando criptomoedas sem que os usuários saibam.

Os dispositivos piratas conhecidos como TV BOX podem abrir portas e vetores de ataque para a rede WiFi de uma residência e até mesmo minerar criptomoedas sem o consentimento do comprador.

De acordo com a Anatel, há uma investigação sendo realizada por um grupo especializado criado na semana passada.

O grupo chamado de GT TV Box está sendo coordenado pela Superintendência de Fiscalização da Anatel.

A investigação contará com engenharia reversa dos modelos mais vendidos de TV BOX piratas em todo o país para determinar quais os riscos eles podem apresentar aos compradores e o que realmente está por “baixo do capô” desses aparelhos.

“Temos recebido diversos relatos de que esses aparelhos são usados para criar backdoors nas redes WiFi para coleta de dados dos usuários dessa rede.”

Essa não é a única preocupação do grupo, já que eles também alertaram que uma das preocupações é sobre a possibilidade de que os fabricantes dessas TV BOX estejam usando a energia do consumidor para minerar moedas digitais.

“Os aparelhos também se aproveitam da energia do consumidor para garimpar [sic] criptomoedas.”

Não é só o gasto com energia que é uma preocupação. A mineração de criptomoedas também diminui consideravelmente a vida útil do equipamento, dando ainda mais prejuízo para o consumidor.

A investigação ainda está em fase inicial, mas já se sabe que muitos dos aparelhos piratas têm um processamento maior do que o exigido pelas aplicações neles contidos, o que pode ser indício de que fazem mineração de criptomoedas sem consentimento dos usuários.

“A ideia é ter um relatório pronto até o final de agosto. Pretendemos colocar o material em consulta pública, aprimorá-lo, a fim de ter um documento oficial com as constatações de engenharia reversa desses aparelhos, feito por um órgão técnico e sem viés.”

A mineração nesses equipamentos é, com certeza, nem um pouco lucrativa, já que eles não possuem poder o suficiente para competir com máquinas feitas com GPU e principalmente com as ASICs.

Mas uma campanha com centenas de milhares desses hardwares de baixa potência minerando em uma única pool pode sim gerar um certo lucro. Algo que com certeza já foi tentando em ataques de mineração anteriores.

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Matheus Henrique
Fã do Bitcoin e defensor de um futuro descentralizado. Cursou Ciência da Computação, formado em Técnico de Computação e nunca deixou de acompanhar as novas tecnologias disponíveis no mercado. Interessado no Bitcoin, na blockchain e nos avanços da descentralização e seus casos de uso.

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