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Um a cada 5 argentinos usa criptomoedas, mas interesse é por stablecoins de dólar, revela a16z

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Um estudo publicado pela a16z no último sábado (30) revela que um a cada cinco pessoas usam criptomoedas na Argentina. Isso faz com que o país apareça entre as maiores taxas de adoção da América Latina.

Apesar disso, o relatório aponta que a maioria dos argentinos não estão usando criptomoedas como uma forma de investimento, mas sim como uma fuga de sua moeda local, o peso.

Isso porque o maior volume de negociação se concentra em stablecoins atreladas ao dólar americano e também há um maior grau de aceitação no comércio.

Argentina supera até mesmo o Brasil na adoção de stablecoins

Segundo a a16z, a adoção das criptomoedas na Argentina acelerou rapidamente nos últimos anos. Como exemplo, os analistas citam que o número de downloads dos 15 principais aplicativos cripto aumentou 93% em 2024.

O motivo seriam antigas mudanças cambiais sobre o peso que fizeram o dólar ganhar tração cultural no país.

“As stablecoins começaram a ganhar força na Argentina depois que o governo reintroduziu controles cambiais em 2019. Em poucos meses, o governo limitou os argentinos a US$ 200 em compras oficiais de dólares por mês, enquanto regras adicionais de elegibilidade excluíam muitas pessoas completamente. Stablecoins atreladas ao dólar se tornaram outra forma de guardar dinheiro em dólares sem depender do mercado oficial.”

Pico da adoção de stablecoins na Argentina aconteceu no início de 2024, justamente quando a inflação do peso se aproximava de 289% ao ano. Fonte: a16z/Reprodução.

O estudo também mostra que o peso argentino possui a maior porcentagem de volume de negociação do mercado de criptomoedas quando comparado a moedas de outros países.

O Brasil aparece na 4ª posição da lista, também atrás do peso mexicano e do zloty polonês.

Mercado de criptomoedas na Argentina é dominado por stablecoins. Fonte: a16z/Reprodução.

Em outra imagem, os pesquisadores também apontam que hoje a USDT, maior stablecoin do mercado, possui um premium de 4% em relação à taxa de câmbio oficial do dólar no país.

Essa diferença, no entanto, chegou a 93% em abril de 2023.

“Em 2023, os controles de capital do país tornaram os dólares oficiais inacessíveis para muitos argentinos e elevaram a diferença entre as taxas de câmbio oficial e paralela para mais de 100%. As stablecoins se tornaram uma alternativa porque estavam disponíveis 24 horas por dia e não eram afetadas pelos controles. Depois que a Argentina suspendeu a maior parte das restrições para pessoas físicas comprarem dólares em abril de 2025, as taxas convergiram em grande parte.”

USDT, stablecoin da Tether (em verde), sempre esteve valendo mais que a taxa de câmbio oficial da Argentina (em azul). Fonte: a16z/Reprodução.

Finalizando, o texto aponta que a inflação está caindo na Argentina e a compra de dólares agora é legalizada. No entanto, revela que o uso de stablecoins para receber salários se estabilizou em vez de desaparecer.

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Henrique HK

Formado em desenvolvimento web há mais de 20 anos, Henrique Kalashnikov encontrou-se com o Bitcoin em 2016 e desde então está desvendando seus pormenores. Tradutor de mais de 100 documentos sobre criptomoedas alternativas, também já teve uma pequena fazenda de mineração com mais de 50 placas de vídeo. Atualmente segue acompanhando as tendências do setor, usando seu conhecimento para entregar bons conteúdos aos leitores do Livecoins.

Autor:
Henrique HK