Seis vereadores no Rio são presos por corrupção envolvendo criptomoedas

Vereadores foram denunciados por receberem uma espécie de “mesada” de integrantes da organização para não fiscalizarem devidamente as despesas relacionadas aos contratos fraudulentos.

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Pessoa presa e segurando Bitcoin criptomoeda
Pessoa presa e segurando Bitcoin

Nesta quinta-feira (5), seis vereadores do município de Carmo (RJ) foram presos em um esquema de corrupção e propina envolvendo até criptomoedas. A terceira fase da Operação Chorume foi acompanhada pelo Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (GAECO/RJ).

Essa foi a terceira fase da operação, que já havia apreendido criptomoedas de membros do esquema no último mês de junho.

Nesta quinta, foram cumpridos 11 mandados de prisão preventiva contra membros da organização criminosa, além de outros 22 mandados de busca e apreensão.

As licitações fraudadas ocorriam na empresa responsável pela limpeza urbana do município de Carmo, interior do estado e localizado a cerca de 200 quilômetros da capital.

Em cumprimento de mandados, seis vereadores foram presos nesta quinta em crime envolvendo até as criptomoedas

De acordo com o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), a nova denúncia foi feita contra 23 pessoas e duas empresas, que operaram um esquema fraudulento. Dessas, seis vereadores tiveram o pedido de prisão preventiva decretada pela 1.ª Vara Criminal Especializada da Capital.

“Seis vereadores tiveram a prisão preventiva decretada por não fiscalizarem os contratos e aprovarem matérias de interesse do grupo criminoso, em contrapartida ao recebimento de propina.”

A organização criminosa é acusada de crimes contra lei de licitação, corrupção ativa e passiva, peculato e lavagem de dinheiro. Um ex-prefeito de Carmo já havia sido preso na segunda fase da operação.

As investigações apontam que o prejuízo aos cofres públicos superam os R$ 40 milhões, por contratos super faturados nas empresas de limpeza.

Os vereadores acusados de receberem uma mesada para facilitar o golpe foram “Rita Estefânia Gozzi Farsura (Faninha, que encontra-se em prisão domiciliar após a primeira fase da operação), Romerito Jose Wermelinger Ribeiro, Marco Antonio Pereira Dalboni, Juliano de Souza Braga, Valquiria Aparecida de Moraes, Samuel Cassio Cunha (Samuel da Livração), Salvador Carvalho de Oliveira, Wilde Rodrigues Curty e Ana Cláudia Ribeiro Fernandes“.

Assim, a justiça do Rio de Janeiro manteve a prisão domiciliar de uma vereadora e decretou a prisão preventiva de outros seis vereadores. Destes, cinco ocupam o cargo na atual legislatura da cidade.

“A Justiça manteve a prisão domiciliar de Faninha e decretou a prisão preventiva de Romerito, Samuel, Valquíria, Juliano, Marco e Salvador”.

Como o grupo usou as criptomoedas nos crimes?

As investigações apontam que a quadrilha utilizava as criptomoedas no esquema de lavagem de dinheiro. Devido a essa movimentação, três pessoas da “família Pessanha” já haviam sido presas na segunda fase da operação, no mês de junho.

Nesta terceira fase da operação, mais pessoas ligadas ao esquema de lavagem com criptomoedas foram indiciadas, sendo traders do mercado e laranjas que criavam empresas e contas bancárias de fachada.

O Ministério Público do Rio de Janeiro acredita que as prisões cautelares são necessárias para mitigar os riscos “a ordem pública, a instrução processual e a aplicação da lei penal“.

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Gustavo Bertoluccihttps://github.com/gusbertol
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.

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