Vírus brasileiro captura Bitcoin de vítimas pelo mundo

Carteiras de criptomoedas e internet banking estão na mira de hackers brasileiros!

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Novo vírus para Android mira brasileiros
Novo vírus para mobile mira brasileiros - Reprodução/howtostartablogonline.net

Em meio a pandemia do novo coronavírus, as ameaças cibernéticas aumentaram em todo o mundo. Um vírus brasileiro, detectado por especialistas em segurança digital, que captura Bitcoin e informações de internet banking é a nova ameaça.

De acordo com um especialista de segurança, em entrevista recente, durante a pandemia do novo coronavírus, as ameaças digitais aumentaram 460%, desde março de 2020. No caso desses vírus, o álcool em gel não adianta, muito menos o uso de máscaras. As vítimas podem ser qualquer pessoa que acesse a internet e faça o download de algum software malicioso.

Nos últimos meses, até promoções falsas foram compartilhadas pela internet, como “ganhe um frigobar da Coca-Cola” ou uma “cafeteira da Três Corações“. A maior parte dos vírus costumam atrair a atenção das vítimas com propostas ousadas, mas o fim da história é trágico.

Vírus brasileiro ganha fama pelo mundo, captura informação de internet banking e carteiras de Bitcoin das vítimas

O Brasil é o maior país da região da América do Sul, e mais rico, com potencial de se tornar um alvo de ataques hackers. Isso porque, como havia noticiado o Livecoins no final de 2019, a região está na mira de grandes grupos hackers do mundo. Com a pandemia, a situação tem ficado ainda pior.

Além disso, os hackers brasileiros também estão atentos nas falhas de segurança pela internet, aumentando sua atuação em crimes cibernéticos. Recentemente o grupo Anonymous, por exemplo, afirmou que iria aumentar o número de ataques contra instituições bancárias, na chamada Operação Robin Hood.

Divulgado nesta terça, um relatório de segurança da Kaspersky coloca a situação ainda mais preocupante. De acordo com o material, uma nova família de trojans foi criada por brasileiros, sendo o país agora um “exportador de malware“.

Segundo informações repassadas pelo TechTudo, a família de trojans é composta por quatro aplicações maliciosas: Guildma, Grandoreiro, Javali e Melcoz. Essas soluções podem ser capazes de roubar informações de internet banking das vítimas, principalmente aquelas salvas em navegadores web.

Tais programas já foram utilizados em ataques contra 11 países, como Chile, China, EUA, Portugal, Espanha, entre outros. Dessa forma, os hackers brasileiros têm conseguido atacar outros países, apontou relatório da Kaspersky.

Carteira de Bitcoin pode ser substituída por malware

O relatório de segurança digital não conseguiu apurar quantas vítimas já foram feitas com a atuação desses trojans. Além disso, informou que apenas inquéritos policiais poderiam ajudar a entender quanto já pode ter sido roubado com os malwares.

Mesmo assim, apontou que carteiras de Bitcoin também estão entre os alvos dos softwares. Dessa forma, o malware pode substituir a carteira da vítima pela do hacker, ou seja, quando o usuário for enviar fundos para o local, pode, na verdade, estar enviando para outra pessoa.

A reportagem do TechTudo teve acesso ao relatório da Kaspersky e informou que os hackers criaram também uma rede profissional para recrutamento. Com isso, uma rede internacional tem sido formada para atacar vítimas pela internet, lidando com as técnicas de invasão e até com o dinheiro arrecadado.

Para evitar entrar na rota desses softwares maliciosos, a recomendação é evitar o download de softwares piratas e compartilhar links suspeitos recebidos. Promoções de grandes empresas então, desconfie. Por fim, mantenha atualizado softwares antivírus, anti-malware e seu firewall, que podem ajudar na prevenção e combate em caso de infecção.

Gustavo Bertolucci
Gustavo Bertoluccihttps://github.com/gusbertol
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.

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