Criador do Ethereum está planejando rede social descentralizada

Vitalik Buterin participou de evento da comunidade em Paris na última quarta-feira (22).

Visão do Ethereum é descentralizar e experimentar inovações muito além das finanças defi
Visão do Ethereum é descentralizar e experimentar inovações muito além das finanças/Foto: EtcCC

Para o cofundador do Ethereum, Vitalik Buterin, a tecnologia da plataforma blockchain que ele ajudou a criar vai muito além de DeFi, ele também falou sobre o futuro da rede em evento na última quarta-feira (21), em Paris, na França.

De fato, o termo DeFi, que significa finanças descentralizadas, ganhou popularidade no último ano, muito devido a rede Ethereum. Com as aplicações, foi possível criar um sistema de empréstimos com criptomoedas, investir em plataformas novas e vários outros recursos.

A diferença é que todas essas inovações são regidas por contratos inteligentes, tornando o processo de “bancarizar” as criptomoedas totalmente descentralizado. Apesar de promissor e em alta no último ano, DeFi não é a única utilidade do Ethereum.

“Ethereum é mais que DeFi”, diz Vitalik

De acordo com o portal de notícias Forkast, que cobriu o evento da comunidade Ethereum na última quarta, Vitalik falou mais sobre sua visão “além do DeFi”.

Para Vitalik Buterin, as inovações que deverão chegar no ecossistema Ethereum no futuro preveem incentivos não financeiros para os participantes. De acordo com ele, é importante experimentar inovações nas redes descentralizadas, seu objetivo hoje, muito além dos serviços financeiros.

Na visão de Vitalik, os contratos inteligentes são associados ao lucro por grande parte dos usuários, mas há uma preocupação com os impactos que a rede pode causar na sociedade.

Falando para um auditório com mais de 250 especialistas em Ethereum, Vitalik deixou claro suas preocupações, que devem focar em desenvolver melhor aplicações centralizadas em contratos descentralizados.

E-mail e rede social descentralizados seriam muito interessantes

Vitalik Buterin ainda declarou que está pessoalmente empenhado em criar uma rede social importante em Ethereum. Para ele, isso é devido às redes atuais não estarem mais a altura do desejado pelas pessoas, com inúmeros casos de censura.

De acordo com ele, a lista de problemas que assolam as redes sociais centralizadas de hoje são “censura e manipulação arbitrárias” junto com “baixa qualidade de discursos” e os conceitos e tipos de engajamento social que são favorecidos por fornecedores centralizados que estão “muito desalinhados com a qualidade”.

Outra aplicação que Vitalik defendeu a criação é de um e-mail descentralizado, que seria mais seguro para quem envia e recebe informações pela internet.

Segundo o cofundador do Ethereum, quando um e-mail centralizado é enviado, ele antes é lido por empresas e agências de segurança, para somente assim chegar ao destinatário.

“Posso enviar um e-mail centralizado e você receberá em um segundo. E talvez várias agências de inteligência leiam, mas pelo menos você pode ler daqui a um segundo.”

Outras ideias apresentadas por Vitalik em sua fala foram a de autenticação, identidade e domínios de sites descentralizados, inovações que utilizariam então os contratos inteligentes para criar além de incentivos financeiros.

A intenção do Ethereum, desde sua criação, é se tornar uma aplicação descentralizada Turing Completo, ou seja, um super computar com múltiplas funcionalidades. Ao que parece, a visão inicial ainda não foi abandonada pela comunidade, que volta a mirar novas inovações em breve.

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Gustavo Bertoluccihttps://github.com/gusbertol
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.

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