O governo americano divulgou nesta terça-feira (13) os dados de inflação referentes ao mês de dezembro, apontando uma alta de 0,3% no custo de vida dos americanos. Como consequência, o Bitcoin opera em leve alta, mas com volatilidade.
Esse é o primeiro relatório completo desde setembro. Isso porque os dados de outubro e novembro ficaram em branco devido ao shutdown do governo durante o período.
Já as previsões sobre a decisão do Fed na reunião do próximo dia 28 continuam as mesmas. Segundo a ferramenta FedWatch, a expectativa é de 95% de que não sejam feitas alterações.
Governo dos EUA divulga dados de inflação e Bitcoin reage
O relatório publicado pelo Departamento de Estatísticas do Trabalho dos EUA (BLS) revela que a inflação de dezembro ficou em 0,3%. A porcentagem aparece dentro das previsões de economistas.
Os destaques ficam para os preços de alimentos, em alta de 0,7% no mês, e serviços de energia, subindo 1% no período. Por outro lado, a inflação foi amenizada pelo preço dos combustíveis, que seguem em queda, e veículos usados.

Em paralelo, o Bitcoin opera em alta diária de 1,7%. Após a divulgação dos dados, a criptomoeda apresentou volatilidade ao buscar os US$ 92.500 antes de voltar para os US$ 92.000.

Mercado está confiante de que Fed não mexerá na taxa de juros
Atualmente a taxa básica de juros nos EUA está entre 3,5 a 3,75%. A expectativa é que o Fed mantenha os níveis atuais na próxima reunião do dia 28.
Segundo a ferramenta FedWatch do CME, a probabilidade de um corte de 0,25% é de somente 5%.

O mesmo acontece na Polymarket, mostrando que apostadores estão decididos desde novembro, quando as apostas estavam emboladas.

O mesmo acontece para as reuniões de março e abril. Por um lado, isso mostra que o mercado ficará mais parado. Por outro, o Bitcoin mostra força ao subir 5,2% desde o início do ano, mesmo com essas projeções.
Somado a isso, investidores acompanham uma investigação em cima de Jerome Powell, presidente do Fed. Muitos acreditam que isso seja uma tática de Donald Trump para forçá-lo a desistir do cargo.
A disputa entre os dois começou ainda em julho do ano passado, quando os dois visitam uma reforma de um prédio do Fed.