Ano 2025 fecha com 11 milhões de criptomoedas mortas e bate recorde

Por meio de um desabafo, ele indica que a comunidade de criptomoedas se fragmentou muito após a explosão de memecoins iniciada em 2021

O ano de 2025 registrou o recorde de criptomoedas mortas no mercado, com 11,5 milhões de tokens criados atoa e sem nenhuma função além da especulação. Todo o volume destas, que podem ser chamadas de “shitcoins” sem nenhum pudor, acabou em pouco tempo.

Pelo menos isso é o que indica um novo relatório do CoinGecko divulgado na quarta-feira (14). Em 2024, por exemplo, morreram 1,3 milhões de tokens criados, o que já era um número assustador.

Parte da culpa vem da facilidade de se criar tokens atualmente em redes como a Tron e Solana, em que existem as famosas “fábricas de memecoins”. A Pump.Fun, uma das mais famosas e movimentadas, cria milhares de tokens diariamente, a cada novo meme que surja na internet ou que possa vir a surgir.

“Número de criptomoedas falidas por ano:

2021: 2.584 tokens
2022: 213.075 tokens
2023: 245.049 tokens
2024: 1.382.010 tokens
2025: 11.564.909 tokens.”

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CoinGecko analisou em seus dados a queda total do volume de mais de 11 milhões de tokens em 2025 morte criptomoedas
CoinGecko analisou em seus dados a queda total do volume de mais de 11 milhões de tokens em 2025 (Foto/X).

Com quase 1 milhão de criptomoedas mortas por mês na média, o ano obteve 86% dos registros de mortes de criptomoedas altcoins desde 2021. Ou seja, quem especulou com memes e moedas sem lastro em busca de lucros rápidos pode ter fechado o ano com graves prejuízos, um alerta.

Alarmantemente, somente no quarto trimestre de 2025, houve o colapso de 7,7 milhões de tokens, representando 34,9% de todas as falências de projetos registradas. Essa queda acentuada na capacidade de sobrevivência dos tokens é amplamente atribuída à turbulência sistêmica que se seguiu à “cascata de liquidação” de 10 de outubro. Durante esse evento recorde, US$ 19 bilhões em posições alavancadas foram eliminados em 24 horas, marcando a maior desalavancagem em um único dia na história das criptomoedas“, destaca o relatório completo do CoinGecko.

Curiosamente, o Bitcoin registrou seu primeiro ano sem nenhuma morte pública, se confirmando como uma interessante reserva de valor em 2025, mesmo com desvalorização no ano.

“Não tem dinheiro suficiente para sustentar criação de milhões de tokens por mês”, diz criador da Dogecoin, a primeira memecoin do mercado

Veterano do mercado cripto, visto que criou a Dogecoin (DOGE) em 2013, Billy Markus lamentou a nova onda de mortes de criptomoedas memes.

Conhecido nas redes como Shibetoshi Nakamoto, ele declarou que muitos investidores de criptomoedas que participam das comunidades estão desanimados em 2026. Contudo, ele atribuí a culpa ao spam de novas criptomoedas que disparou desde 2021, acumulando milhões de novos tokens mortos sem nenhuma função.

A comunidade cripto está revoltada porque sente que não existe mais uma comunidade e que não há nada interessante para se discutir no mundo das criptomoedas. Na minha opinião, 2021 foi o auge da comunidade cripto. Eu diria que o declínio acentuado se deve ao desespero, ao spam e à fragmentação da comunidade causados ​​por isso“, lamentou no X nesta quinta-feira (15).

Seguindo ele ainda completou sua conclusão com uma “matemática simples”, ao argumentar que não há fonte de dinheiro suficiente para sustentar todas as memecoins que surgem diariamente por qualquer motivo que seja.

“Simplesmente não há como dinheiro e atenção suficientes circularem por um milhão de tokens por mês; isso é matemática básica. Isso só gera ruído.”

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Bruno Costa
Bruno Costahttps://bruno-costa.com
Bruno Costa ingressou no jornalismo cripto quando o DeFi ainda era um experimento de nicho e, desde então, tornou-se uma das principais vozes brasileiras na cobertura de finanças descentralizadas e ativos digitais. Atualmente atua como Senior Content Manager na Starkware.co, uma empresa de PR e marketing focada em DeFi, NFTs e crescimento de comunidades Web3. Seu trabalho frequentemente explora como as economias de tokens podem impulsionar a inclusão financeira no país, conectando a adoção de blockchain à realidade local. Ele é Certified Bitcoin Professional (CBP), credenciado pelo CryptoCurrency Certification Consortium (C4). Graduado em Jornalismo pela Universidade Europeia, Bruno aprofundou sua expertise com formações como o curso DAO Fundamentals (EDU Trainings) e o Web3 Solidity Bootcamp (Metana). Sua cobertura inclui adoção de DeFi em mercados emergentes, cultura NFT na América Latina e análises de UX em aplicações descentralizadas. Entre suas principais competências estão reportagem investigativa, análise do mercado cripto, construção de narrativa e estratégia de conteúdo. No Brasil, o público o conhece por portais como Cointimes.com.br, onde é colaborador regular, além de suas reportagens investigativas que revelaram golpes no setor DeFi. Uma de suas séries chegou a contribuir para alertas regulatórios e maior fiscalização por parte da CVM. Seu guia sobre stablecoins alcançou mais de 50 mil leitores e foi referenciado por três grupos acadêmicos de pesquisa, enquanto sua consultoria para uma carteira DeFi ajudou a redesenhar o conteúdo de onboarding e atraiu mais de 10 mil novos usuários. Bruno já foi citado pelo Valor Econômico, fez coberturas presenciais na São Paulo NFT Expo e no Rio Blockchain Meetup, e participou de grandes eventos como a SP Tech Week e a Blockchain Conference Brasil, onde discutiu temas sobre regulação do DeFi, UX e inovação. Curioso e criativo, com um forte foco em conectar tecnologia e cultura, ele costuma lembrar colegas e leitores de que “Journalism should empower readers with clarity in a world full of crypto hype and misinformation.” Disclaimer: Todo o conteúdo aqui apresentado diz respeito a temas de criptomoedas, blockchain e Web3 e possui caráter exclusivamente informativo e educacional. Não constitui aconselhamento financeiro, de investimento ou jurídico. As análises refletem a experiência e a pesquisa pessoal do autor. O nome do autor é utilizado como pseudônimo. Sempre faça sua própria pesquisa (DYOR) antes de tomar decisões no ecossistema cripto.
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