Chinês é obrigado a transferir R$ 2 milhões em criptomoedas para sequestradores: “disseram que iriam vender meus rins”

Dois suspeitos foram presos, mas alegam que a vítima lhes devia dinheiro

Um cidadão chinês, cuja identidade não foi revelada, foi rendido e mantido em cárcere privado em um apartamento em Pasay City, nas Filipinas, na última quinta-feira (15). Segundo a vítima, os agressores ameaçaram vender os seus rins caso ele não transferisse US$ 1 milhão (R$ 5,4 milhões) em criptomoedas para eles.

O chinês foi resgatado pela polícia local após um amigo entrar em contato com as autoridades às 7h45 da manhã do dia seguinte. O caso foi relatado pela ABS CBN.

“Primeiro ele só me disse que tinha sido sequestrado e que havia quatro chineses com facas”, disse o amigo da vítima. “Ele me disse para ligar para a embaixada e para a polícia. Então foi a primeira coisa que fiz, fui direto à delegacia aqui em Pasay e, depois disso, dois policiais conseguiram vir até o prédio do condomínio.”

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Ao chegar ao local, a polícia filipina conseguiu prender dois suspeitos, também naturais da China, mas outros dois fugiram e estão sendo procurados.

Sequestradores afirmavam que chinês lhes devia US$ 1 milhão

Declarações da vítima apontam que um dos suspeitos tinha acesso ao seu apartamento alugado e então permitiu a entrada de seus comparsas. “Ele realmente tinha acesso para entrar no quarto. Eles queriam mais dinheiro”, disse o chinês.

A vítima aponta que os criminosos exigiam US$ 1 milhão sob a alegação de que ele lhes devia essa quantia.

“Então eles primeiro me agarraram pelas mãos e me levaram para lá, pedindo que eu entregasse as criptomoedas que eu tinha”, disse o chinês, indicando que conhecia seus sequestradores.

“Eles afirmavam que eu devia 1 milhão de dólares, o que não é verdade. Eu mal os conhecia.”

As autoridades encontraram fitas, facas e algemas no local, bem como um cinto que teria sido usado para bater nas pernas da vítima. Na lixeira foram encontrados medicamentos não identificados.

Conversando com a mídia local, o coronel Joselito De Sesto apontou que os criminosos somente liberaram as mãos da vítima para ela acessar seu laptop.

“Isso foi usado como injeção para intimidá-lo caso ele não transferisse o dinheiro. Na verdade, eles jogaram fora, só encontramos no lixo. Não sabemos que tipo de droga é, ou se é veneno”, disse De Sesto.

Com tantas ameaças, o chinês acabou transferindo cerca de US$ 400.000 (R$ 2,15 milhões) em criptomoedas para os sequestradores e outros US$ 14.000 em espécie.

Criminosos continuaram ameaçando a vítima, agora de tráfico humano e retirada de órgãos

Mesmo após a transferência do valor acima, os criminosos não se satisfizeram e continuaram ameaçando o chinês.

“Eles disseram que iriam me vender, vender alguns dos meus rins e tudo mais, ou simplesmente me tirar do país, me vender talvez para o Camboja ou para onde eles vieram.”

A região do Camboja, Laos, Myanmar e outros países do sudeste asiático é famosa por crimes de tráfico humano. Após chegar nestes locais, as vítimas são obrigadas a aplicar golpes em outras pessoas.

Segundo o Grupo Anti-sequestro das Filipinas, um dos dois suspeitos presos já tinha passagem em outros crimes de sequestro para extorsão.

Por outro lado, a dupla nega as acusações e alega que, além de estarem no país a turismo, a vítima realmente lhes devia dinheiro.

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Henrique HK
Henrique HKhttps://github.com/sabotag3x
Formado em desenvolvimento web há mais de 20 anos, Henrique Kalashnikov encontrou-se com o Bitcoin em 2016 e desde então está desvendando seus pormenores. Tradutor de mais de 100 documentos sobre criptomoedas alternativas, também já teve uma pequena fazenda de mineração com mais de 50 placas de vídeo. Atualmente segue acompanhando as tendências do setor, usando seu conhecimento para entregar bons conteúdos aos leitores do Livecoins.

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