Criptomoeda de cartas Pokémon e One Piece colapsa 95% apenas 4 horas após lançamento

Plataforma acusou operador de liquidez de liquidar posição e causar queda massiva no preço da criptomoeda, que perdeu 100% do seu valor

A recém-fundada plataforma Trove Markets, que prometia um marketplace de troca de cartas Pokémon, One Piece e outras, viu sua criptomoeda $TROVE morrer em apenas 4 horas após o lançamento.

Inicialmente cotada em US$ 0,0201 por unidade, o TROVE rapidamente despencou para US$ 0,001, uma queda de 95% em poucas horas de negociações disponíveis no mercado no dia 19 de janeiro.

Token TROVE ligado a marketplace de cartas Pokémon morreu em 4 horas após lançamento
Token TROVE ligado a marketplace de cartas Pokémon morreu em 4 horas após lançamento (Reprodução).

O valor de mercado do projeto inicial de 15 milhões de dólares então entrou em colapso total, caindo para apenas 100 mil na mínima do período. A situação brutal levou muitos a pensarem que o projeto aplicou mais um rug pull nos investidores, ou seja, uma fraude de puxada de tapete.

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Com mais de 11 milhões de dólares captados, projeto de cartas Pokémon via criptomoedas morre e chama atenção da comunidade

Os investidores mantinham uma atenção ao projeto que arrecadou mais de US$ 11 milhões até o fim do ICO, no dia 16 de janeiro de 2025. Contudo, os tokens só começaram a ser enviados aos investidores no dia 19 de janeiro, última terça-feira.

“Já arrecadamos mais de US$ 11,5 milhões na ICO da Trove. Todos os participantes receberão reembolsos proporcionais e $TROVE antes do TGE. O TGE terá início em 20 de janeiro, às 17h UTC. A ICO será prorrogada por 5 dias para garantir uma distribuição justa e de alta qualidade para usuários reais e membros da comunidade de longo prazo. O encerramento será em 16 de janeiro, às 17h UTC.”

Alegando ser a primeira corretora descentralizada (DEX) para ativos colecionáveis, tokens RWA, ações de empresas tokenizadas e mercados de previsão, a plataforma prometia inovações e atraiu grande interesse, até sua morte prematura.

Um dos pontos que chamou atenção foi uma mudança repentina de blockchain, saindo da Hyperliquid para a Solana, um dia antes de liberar os tokens ao público.

anúncio partiu de um dos desenvolvedores, atraindo grande ira dos investidores que queriam seguir com a Hyperliquid.

Trove migrou para Solana de última hora e irritou investidores
Trove migrou para Solana de última hora e irritou investidores (Foto/X).

Três dias depois, nesta quinta-feira (22), cada $TROVE custa apenas US$ 0,00007 cada, derretendo 99% no mercado e perdendo totalmente seu valor.

O caso mostra um lançamento desastroso com alguns suspeitando de fraudes, que alerta para os grandes riscos de se investir em criptomoedas novas e sem grandes fundamentos.

Vale lembrar que o tema de cartas Pokémon tem atraído grande interesse mundial com a valorização de alguns colecionáveis, como cartas raras de Charizard e outras. No Brasil, o Primo Rico é um dos que aderiu à moda de colecionar cartas e tem mostrado para investidores suas compras.

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Bruno Costa
Bruno Costahttps://bruno-costa.com
Bruno Costa ingressou no jornalismo cripto quando o DeFi ainda era um experimento de nicho e, desde então, tornou-se uma das principais vozes brasileiras na cobertura de finanças descentralizadas e ativos digitais. Atualmente atua como Senior Content Manager na Starkware.co, uma empresa de PR e marketing focada em DeFi, NFTs e crescimento de comunidades Web3. Seu trabalho frequentemente explora como as economias de tokens podem impulsionar a inclusão financeira no país, conectando a adoção de blockchain à realidade local. Ele é Certified Bitcoin Professional (CBP), credenciado pelo CryptoCurrency Certification Consortium (C4). Graduado em Jornalismo pela Universidade Europeia, Bruno aprofundou sua expertise com formações como o curso DAO Fundamentals (EDU Trainings) e o Web3 Solidity Bootcamp (Metana). Sua cobertura inclui adoção de DeFi em mercados emergentes, cultura NFT na América Latina e análises de UX em aplicações descentralizadas. Entre suas principais competências estão reportagem investigativa, análise do mercado cripto, construção de narrativa e estratégia de conteúdo. No Brasil, o público o conhece por portais como Cointimes.com.br, onde é colaborador regular, além de suas reportagens investigativas que revelaram golpes no setor DeFi. Uma de suas séries chegou a contribuir para alertas regulatórios e maior fiscalização por parte da CVM. Seu guia sobre stablecoins alcançou mais de 50 mil leitores e foi referenciado por três grupos acadêmicos de pesquisa, enquanto sua consultoria para uma carteira DeFi ajudou a redesenhar o conteúdo de onboarding e atraiu mais de 10 mil novos usuários. Bruno já foi citado pelo Valor Econômico, fez coberturas presenciais na São Paulo NFT Expo e no Rio Blockchain Meetup, e participou de grandes eventos como a SP Tech Week e a Blockchain Conference Brasil, onde discutiu temas sobre regulação do DeFi, UX e inovação. Curioso e criativo, com um forte foco em conectar tecnologia e cultura, ele costuma lembrar colegas e leitores de que “Journalism should empower readers with clarity in a world full of crypto hype and misinformation.” Disclaimer: Todo o conteúdo aqui apresentado diz respeito a temas de criptomoedas, blockchain e Web3 e possui caráter exclusivamente informativo e educacional. Não constitui aconselhamento financeiro, de investimento ou jurídico. As análises refletem a experiência e a pesquisa pessoal do autor. O nome do autor é utilizado como pseudônimo. Sempre faça sua própria pesquisa (DYOR) antes de tomar decisões no ecossistema cripto.

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