Em meio a queda global de preços do mercado de criptomoedas neste início de 2026, uma operação de exchange dos EUA anunciou a pausa de serviços para clientes, na quarta-feira (11). Chamada BlockFills, a corretora de bitcoin suspendeu seus saques e depósitos a toda base de investidores, alegando ser uma situação temporária.
“Em virtude das recentes condições de mercado e financeiras, e para reforçar a proteção dos clientes e da empresa, a BlockFills tomou a medida, na semana passada, de suspender temporariamente os depósitos e saques dos clientes“, disse em seu blog.
A corretora indicou que os clientes continuaram com a opção de negociar no mercado a vista e de derivativos para encerrar posições após o travamento. Contudo, o anúncio de limitar saques veio com uma semana de atraso e sem grandes explicações.
Para resolver a situação, a exchange ainda declarou que está conversando ativamente com sua base de investidores, em busca de resolver tudo o mais rápido possível. “A BlockFills está trabalhando incansavelmente para concluir essa questão e continuará a informar regularmente seus clientes conforme os desdobramentos“, finalizou em nota.
Durante o possível bear market do bitcoin neste início de 2026, a corretora é uma das primeiras a suspender serviços de saques, o que torna a situação dos investidores delicadas.
Sediada em Chicago (EUA), a BlockFills publicou no final de 2025 que teve um ano de grande volume. “Movimentamos mais de US$ 61,1 bilhões em volume de transações, um aumento de 28% em relação a 2024“, compartilhou a corretora.
Escritório no Brasil em 2025 como destaque de expansão global de corretora de bitcoin antes de travar saques
Entre os destaques do último ano foi o início de sua operação no Brasil, com a contratação de uma série de executivos.
Além disso, a corretora de bitcoin indicou que sua base era composta de “mais de 2.000 clientes institucionais em mais de 95 países“.
No Brasil, contudo, não está claro qual era o volume de operações da corretora com sua divisão OTC. Vale destacar que a regulação sobre as corretoras brasileiras começou no dia 2 de fevereiro pelo Banco Central do Brasil, com previsão de penas para quem opera no mercado nacional sem seguir as regras.