Tether ajuda bloquear R$ 315 milhões em USDT a pedido dos EUA

Empresa emissora de stablecoin confirmou nova ajuda a autoridades para imenso bloqueio de valores em carteiras

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos recuperou uma quantia milionária em ativos digitais nesta semana. A agência federal apreendeu o equivalente a R$ 315 milhões em moedas Tether (USDT) de endereços ilícitos.

A operação ocorreu em parceria com a empresa responsável pela emissão do dólar digital. O alvo da ação foi uma rede de criminosos focada em golpes de falsos investimentos e manipulação de vítimas.

As agências de segurança chamam esse esquema criminoso de “abate de porcos” no jargão policial. Os fraudadores criam laços de afeto e confiança com as pessoas antes de roubar todo o capital investido.

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Os bandidos usam aplicativos de namoro e redes sociais para atrair os alvos da vez. Eles sugerem aportes em plataformas falsas e simulam pequenos lucros para incentivar depósitos maiores.

Tether travou milhões de dólares em USDT direto na fonte

O desmonte dessa fraude começou com o relato de um investidor lesado. Agentes de Segurança Interna da Carolina do Norte iniciaram a caçada aos fundos roubados logo após a queixa formal.

Os analistas usaram a transparência das redes públicas de blocos a favor da lei. Eles rastrearam as carteiras virtuais usadas pela quadrilha e seguiram o fluxo do dinheiro passo a passo.

Os criminosos ainda mantinham saldos altos nos endereços descobertos pelos investigadores americanos em sua base de dados. A agência pediu o suporte da Tether para travar o capital direto na fonte.

A empresa acatou o pedido legal e bloqueou o acesso dos bandidos aos R$ 315 milhões desviados. O mecanismo de controle da emissora impede a transferência dos tokens para outras carteiras ou corretoras.

Paolo Ardoino, diretor executivo da companhia, reforçou a utilidade prática do setor de ativos digitais. Ele afirmou que o registro aberto permite uma ação rápida das autoridades contra quadrilhas globais.

O histórico de bloqueios e o caso do Brasil após roubo do Pix

A cooperação com governos dita a rotina operacional da maior emissora de moedas pareadas ao dólar do planeta. A companhia já congelou cerca de US$ 4,2 bilhões ligados a atividades irregulares em toda a sua jornada.

O trabalho de rastreio financeiro envolve o contato direto com mais de 310 agências de segurança pública. A equipe de análise da empresa atende a pedidos judiciais de 64 países distintos na atualidade.

O Brasil figura na lista de nações beneficiadas por essa colaboração técnica e ostenta casos resolvidos com sucesso. As autoridades brasileiras pediram a ajuda da Tether no mês de junho do ano de 2025.

A ação no país sul-americano resultou no bloqueio de R$ 32 milhões em ativos digitais da organização criminosa. O montante possuía ligação direta com um esquema transfronteiriço de lavagem de capital via aplicativo Klever Wallet.

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Gustavo Bertolucci
Gustavo Bertoluccihttps://github.com/gusbertol
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.

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