ZachXBT, famoso investigador do setor cripto, revelou nesta quinta-feira (26) que o funcionário de uma corretora de criptomoedas estava usando informações privilegiadas para obter lucro pessoal.
A investigação afirma que o suspeito usava ferramentas internas para consultar dados de usuários, rastreando a atividade de carteiras privadas desde o início de 2025, há cerca de um ano.
Zach já havia prometido divulgar essas informações no início da semana. Devido à sua fama, até mesmo uma aposta na Polymarket foi criada sobre qual seria essa empresa.
ZachXBT desmascara funcionário de corretora de criptomoeda que monitorava influenciadores
Após dias de suspense, ZachXBT revelou que um funcionário da corretora de criptomoedas Axiom estaria usando informações privilegiadas para obter lucros pessoais. O detetive destaca que a plataforma foi fundada em 2024 pela Mist & Cal e, desde então, já gerou mais de US$ 390 milhões em receita.
“Conheça @WheresBroox (Broox Bauer), um dos vários funcionários da @AxiomExchange que supostamente abusaram da falta de controles de acesso em ferramentas internas para consultar dados sensíveis de usuários e fazer insider trading ao rastrear a atividade de carteiras privadas desde o início de 2025.”

Segundo Zach, as investigações teriam começado após ele ser contratado para investigar denúncias sobre a corretora.
Em áudio publicado, o detetive mostra Broox falando que pode conseguir “descobrir qualquer coisa relacionada àquela pessoa”, revelando que começa pesquisando 10 a 20 carteiras para não chamar a atenção, e então aumenta o volume gradualmente.
“Em outro trecho da mesma gravação, Broox estabelece regras básicas sobre como solicitar consultas a ele e depois diz que enviará a lista completa de carteiras.”
3/ Broox is a current Axiom senior BD employee based in New York.
In the clip Broox states he can track any Axiom user via ref code, wallet, or UID and claims he can "find out anything to do with that person".
He also describe researching 10-20 wallets initially and slowly… pic.twitter.com/60rhcapkH6
— ZachXBT (@zachxbt) February 26, 2026
Como exemplo, a investigação aponta para uma captura de tela de um trader chamado “Jerry” em abril de 2025 e outra de um trader chamado “Monix” em agosto do mesmo ano.
“O grupo criou uma planilha no Google compilando carteiras de múltiplos alvos KOL (influenciadores), mapeando endereços de carteiras obtidos a partir de dados do dashboard interno da Axiom por Broox”, relata Zach, notando que vários desses influenciadores confirmaram as informações.

Funcionário monitorava carteiras para comprar criptomoedas antes de serem promovidas
A estratégia usada pelo funcionário da Axiom era monitorar carteiras de influenciadores que compravam certas criptomoedas antes de promovê-las aos seus seguidores.
“Um dos KOLs alvo foi Marcell, um trader com má reputação por usar seus seguidores no X e no Telegram como liquidez de saída”, explica Zach. “Ele foi alvo por comprar uma grande parte da oferta de tokens de memecoins (conhecido como bundling) a partir de carteiras privadas antes de promovê-los aos seguidores.”
“Traders como Marcell são alvos ideais para esse tipo de abuso, já que a reutilização de endereços é menos comum e carteiras privadas raramente são públicas, o que torna informações privilegiadas muito mais valiosas.”
Finalizando, o investigador aponta que as carteiras do funcionário foram identificadas por mensagens enviadas em um bate-papo privado, mas que seria difícil identificar exemplos concretos de insider trading sem registros internos da corretora para revisar o momento das negociações.
Corretora se pronuncia sobre as acusações
Em nota enviada para Zach, a corretora de criptomoedas Axiom se disse surpresa com as informações. O investigador, por outro lado, notou que, de qualquer forma, a empresa possuía pouco ou nenhum controle para evitar esses abusos.
“Ficamos surpresos e decepcionados ao saber que alguém da nossa equipe abusou de ferramentas internas de suporte ao cliente para consultar carteiras de usuários. Removemos o acesso a essas ferramentas e continuaremos investigando e responsabilizando os envolvidos. Isso não nos representa como equipe, sempre tentamos colocar o usuário em primeiro lugar. Compartilharemos atualizações no nosso Twitter conforme soubermos mais”, escreveu a Axiom.

Broox Bauer, o funcionário acusado, não se manifestou publicamente sobre as acusações.
