O Morgan Stanley entrou com um pedido no início de janeiro para lançar um ETF de Bitcoin. Cerca de três meses depois, o fundo está prestes a estrear oficialmente nas bolsas americanas.
Embora já existam 12 ETFs de Bitcoin nos EUA, incluindo de gigantes como BlackRock e Fidelity, o fundo do Morgan Stanley será o primeiro criado por um banco. E isso pode mudar tudo.
Além disso, novas informações revelam que ele terá a menor taxa de administração dentre seus concorrentes.
Maior concorrência nos ETFs de Bitcoin é sinônimo de benefícios para investidores
Especialistas apontam que o ETF de Bitcoin do Morgan Stanley pode estrear no mercado já no início de abril. Dados publicados nesta semana indicam uma estratégia agressiva para disputar espaço em um mercado que já existe há mais de dois anos.
“O ETF de bitcoin do Morgan Stanley vai cobrar 0,14% (ao ano), tornando-se o ETF spot de bitcoin mais barato do mercado e 0,11% mais barato que o $IBIT (ETF da BlackRock)”, escreveu Eric Balchunas, especialista da Bloomberg em ETFs. “Isso significa que nenhum de seus assessores vai se sentir em conflito ao usá-lo, e eles têm chance de captar recursos externos.”
“Inteligente. Lançamento provavelmente nas próximas duas semanas.”

Na sequência, Balchunas destaca que o Morgan Stanley será o primeiro banco a lançar um ETF de Bitcoin e que eles possuem 16 mil assessores administrando US$ 6 trilhões em ativos.
“Eles são os verdadeiros guardiões do dinheiro dos baby boomers ricos”, explica o especialista.
Embora tais assessores já estivessem recomendando Bitcoin desde agosto de 2024, até então eles só podiam fazer isso para clientes específicos, incluindo aqueles com patrimônio mínimo de US$ 1,5 milhão, tolerância ao risco, dentre outros.
ETF de Bitcoin do Morgan Stanley pode ultrapassar ETF da BlackRock, diz CEO da Strategy
Phong Le, sucessor de Michael Saylor como CEO da Strategy, também se mostrou animado com a novidade. Nas redes sociais, o executivo afirmou que o ETF de Bitcoin do Morgan Stanley pode se tornar maior que o ETF da BlackRock.
“A Morgan Stanley Wealth Management administra cerca de US$ 8 trilhões em ativos sob gestão (AUM) e recomenda uma alocação de 0 a 4% em bitcoin. Uma alocação de 2% representaria US$ 160 bilhões, cerca de 3 vezes o tamanho do IBIT. $MSBT: Bitcoin monstro.”

Como comparação, hoje a própria Strategy detém US$ 50,9 bilhões em Bitcoin. O ETF da BlackRock fica levemente acima, com outros US$ 51,7 bilhões.

Por fim, também é possível que o fundo do banco cresça não só com novas compras, mas também pela migração de capital vinda dos concorrentes devido às suas baixas taxas.
