O IBIT, ETF de Bitcoin da BlackRock, teve saídas de US$ 325,6 milhões nesta terça-feira (19), refletindo o sentimento de medo do mercado. Fundos de outras gestoras tiveram menos movimentos, mas nenhum ficou no positivo.
Ainda sobre o tema, a Truth Social, empresa de Donald Trump, desistiu de lançar seu próprio ETF de Bitcoin. A ação sugere um momento de cautela do mercado.
No momento desta redação, o Bitcoin está cotado a US$ 77.300, em leve alta de 1,2% nas últimas 24 horas.
ETF de Bitcoin da BlackRock registra nova saída de centenas de milhões de dólares
Embora os ETFs de Bitcoin tenham iniciado a primeira semana de maio com grandes entradas, o medo rapidamente tomou conta do mercado.
Desde o dia 7 de maio, por exemplo, o IBIT da BlackRock teve um fluxo negativo de US$ 1,2 bilhões, tendo apenas um dia no positivo dentre os nove.
Nesta terça-feira (19), US$ 325,6 milhões saíram do fundo. Como pode ser visto na imagem abaixo, FBTC da Fidelity e BRRR da Valkyrie tiveram US$ 1,7 milhão e US$ 3,8 milhões em saídas, respectivamente, enquanto outras gestoras ficaram no zero-a-zero.

Já a Truth Social, de Donald Trump, enviou um documento à SEC nesta terça-feira (19) afirmando que está desistindo de lançar seu próprio ETF de Bitcoin. A empresa não justificou a decisão.
“O Truth Social Bitcoin ETF, B.T. (a “Companhia”) solicita respeitosamente […] a retirada imediata de sua Declaração de Registro no Formulário S-1 (Arquivo nº 333-287789), apresentada inicialmente à SEC em 5 de junho de 2025.”
“A Companhia decidiu retirar a Declaração de Registro e não prosseguir com a oferta pública neste momento”, continua o texto.
Alta dos rendimentos dos títulos do Tesouro americano espanta investidores de ativos de risco
Um dos motivos que explica esses fluxos negativos dos ETFs e a queda do preço do Bitcoin é o aumento dos rendimentos dos títulos do Tesouro americano, considerados um dos investimentos mais seguros do mundo.
Como exemplo, o título de 10 anos saiu de um fundo de 4,31% ao ano em 7 de maio para uma máxima de 4,68% nesta terça-feira (19). Os títulos de 2 anos tiveram o mesmo movimento, saindo de 3,82% para 4,13% no mesmo período.
Embora pareça pouco, isso representa variações de 8,6% e 8,2%, respectivamente.

Em outras palavras, alguns investidores podem estar migrando parte de seu capital para aproveitar esse momento, que deve durar devido à alta da inflação nos EUA e expectativa de que o Fed volte a subir a taxa de juros.
