Receita Federal aponta que mulheres já representam 30% das operações com criptomoedas no Brasil

Presença de brasileiras cresce em corretoras, embora montantes negociados sejam menores em relação ao público masculino

A participação feminina em operações com criptomoedas no Brasil passou de 11,34% em 2019 para 29,96% em dezembro de 2025. A Receita Federal do Brasil (RFB) publicou estes números em um levantamento divulgado nesta terça-feira (30).

As mulheres assumiram um papel de destaque com crescimento contínuo no cenário brasileiro nos últimos seis anos, conforme dados da RFB.

O pico do índice ocorreu no mês de janeiro de 2024, quando o gênero feminino respondeu por 40,95% das atividades registradas pelo fisco.

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O volume financeiro movimentado por estas investidoras não acompanhou o mesmo ritmo de alta verificado no número de negociações.

A parcela da fatia feminina no valor transacionado por pessoas físicas terminou o ano de 2025 na casa de 12,88%.

Gráfico 2. Participação feminina — número de operações versus valor das operações (Fonte: Receita Federal — Relatório nº 3 (Criptoativos / Dados Abertos). Série: ago/2019 a dez/2025).

Descompasso entre número de transações e saldo financeiro

Este percentual de saldo continua no mesmo patamar registrado no início do mapeamento pelo órgão federal em 2019. Tais informações demonstram que as mulheres operam valores médios inferiores aos aportes realizados pelos homens no setor.

A linha do tempo do balanço evidencia três fases distintas de entrada de usuárias no universo das criptomoedas. A fase inicial aponta uma fatia estagnada na faixa de 10% a 12% entre os anos de 2019 e 2021.

A segunda fase iniciou um processo de escalada na adoção no período que abrange os anos de 2022 e 2023.

Já a terceira fase expõe uma acomodação nas negociações nos dias atuais, com estabilidade na casa de 28%.

Os montantes movimentados flutuaram muito pouco ao observar a diferença entre os números consolidados de ano após ano.

O público feminino concentrou 10,9% do montante total negociado na bolsa em 2019 e bateu a máxima de 16,9% nos anos seguintes.

Mulheres ganham protagonismo na regulação do mercado nacional

O avanço na participação das pessoas caminha ao lado da criação de políticas públicas focadas nos criptoativos.

O estado instituiu o documento focado em ativos digitais no país, nomeado de forma oficial como Declaração de Criptoativos (DeCripto).

A Receita abriu diálogo com as firmas privadas e cidadãos antes de aplicar a Instrução Normativa 2.291/2025.

Muitas mulheres do setor ajudaram na estruturação da norma que atende as regras criadas em escala global para o ecossistema.

Servidoras públicas federais projetaram o desenvolvimento das linhas de preenchimento dos cadastros a serem usados pelo brasileiro.

Além disso, as investidoras do varejo compartilharam críticas e sugestões para construir uma norma focada nas melhores práticas de transparência mundial.

A obrigatoriedade deste envio mensal da DeCripto tem validade a partir do dia 1 de julho de 2026. A base de números utiliza os relatos feitos pelos próprios clientes e corretoras nas áreas de repasses fiscais do poder executivo.

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Gustavo Bertolucci
Gustavo Bertoluccihttps://github.com/gusbertol
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.

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