Embora o Bitcoin esteja em queda de 50% em relação ao seu topo histórico, um relatório da 21 Shares aponta que o momento pode ser visto como uma oportunidade de compra, não de venda.
Dentre as justificativas para isso estão o comportamento da criptomoeda em seus ciclos anteriores, bem como um forte suporte na média móvel de 200 semanas, também próximo ao Preço Realizado da região dos US$ 53.000.
Também nesta semana, analistas da Glassnode apontaram que o Bitcoin está se aproximando da formação de um fundo. No entanto, alertam que esse processo ainda não terminou.
Gestora explica que a queda atual do Bitcoin não é igual às outras
O Bitcoin já passou por três grandes correções em sua história. Em 2014, o gatilho foi a quebra da Mt. Gox, então a maior corretora do setor.
Em 2018, o mercado voltou a sangrar com o estouro das ICOs (sigla inglesa para Ofertas Iniciais de Criptomoedas). Já em 2022, o colapso do ecossistema da Terra (LUNA) e as falências da Three Arrows Capital, Celsus Network, Voyager Digital e FTX derrubaram o Bitcoin.
Dado isso, a 21 Shares destaca que o Bitcoin está mais maduro e a atual queda foi causada por fatores macroeconômicos.
Isso inclui uma reação ao anúncio das tarifas dos EUA contra a China, levando ao maior evento de liquidação do mercado cripto em outubro, bem como um Fed mais hawkish e um desmonte de basis trade que resultou em saídas de US$ 4,5 bilhões nos ETFs.
“Ao entrar em 2026, era quase consenso que os ETFs haviam quebrado o ciclo de quatro anos do Bitcoin, mas a trajetória do preço ainda segue os ritmos pós-halving anteriores. Se o ciclo está intacto, seus padrões nos dizem quando esse bear market termina, e, segundo esse modelo, estamos entrando na janela em que o Bitcoin historicamente atingiu seu fundo.”
A gestora, responsável pelo ETF de Bitcoin ARKB ao lado da Ark Invest, acredita que a criptomoeda pode chegar a US$ 100.000 até o final do ano.
Dinheiro inteligente não sai nesses níveis, diz 21 Shares
Explicando que o Bitcoin pode passar por uma nova oscilação lateral, os analistas das 21 Shares dizem que não estão tentando cravar o fundo exato. Indo além, explicam que comprar em qualquer ponto dessa janela de ciclo rendeu, em média, 130% em relação ao halving seguinte.
“Dinheiro inteligente não sai nesses níveis, ele acumula.”
Conforme o Bitcoin possui um forte suporte na média móvel de 200 semanas, bem como outro forte suporte nos US$ 53.000 com o Preço Realizado, isso sugere que há pouco espaço para mais queda e um grande potencial de crescimento.
Outro dado compartilhado pela gestora é que a média móvel de 50 semanas ficou abaixo da média móvel de 100 semanas pela quarta vez em sua história (2015, 2019, 2022 e agora), sempre a poucas semanas de um fundo de ciclo.
Concluindo, os analistas notam que o Bitcoin pode cair mais, entre US$ 50.000 a US$ 55.000, mas que isso não faz tanta diferença para o longo prazo.
“A partir de níveis como estes, a paciência tem sido, estatisticamente, o resultado amplamente mais recompensado para o Bitcoin.”