Dados publicados nesta quarta-feira (12) mostram que a inflação americana subiu 0,1% em julho, dentro do esperado pelo mercado. Como consequência, investidores aumentaram a expectativa de que o Fed mantenha os juros inalterados na próxima reunião de setembro.
Somado a isso, o Bitcoin opera na faixa dos US$ 64.000 no momento desta redação, sem grandes variações nas últimas 24 horas. Outras criptomoedas acompanham essa tendência.
Queda na gasolina ajuda a manter a inflação americana baixa
Segundo os dados publicados pelo Bureau of Labor Statistics (BLS), os preços da gasolina e do óleo combustível seguem em queda, ajudando os números da inflação geral. Já a alimentação sobe 0,1%, sem grande impacto.
Na outra ponta, o gás encanado subiu 0,7% e os serviços de saúde 0,6%, equilibrando a equação.

Como pode ser visto na imagem acima, a inflação do mês anterior foi de -0,4%. No entanto, ela se mantém em 3,4% nos últimos 12 meses, longe da meta do Fed.
Quanto à próxima reunião do Fed, marcada para 16 de setembro, os dados de inflação fizeram com que o mercado elevasse suas projeções sobre uma nova manutenção da taxa de juros.
Na Polymarket, as apostas mostram 66% de chances de manutenção e somente 33% de chances de um aumento de 0,25%.

Até a semana passada, as apostas estavam divididas. Além dos dados de inflação, o preço do barril de petróleo também é acompanhado pelo mercado.
Bitcoin é negociado próximo aos US$ 64.000
O Bitcoin segue negociado sem grandes variações nos últimos 30 dias, variando entre US$ 61.750 e US$ 66.920 no período.
Com os dados da inflação americana vindo dentro do esperado, a criptomoeda opera na faixa dos US$ 64.000, sem grandes mudanças nas últimas 24 horas.

Apesar disso, a falta de volatilidade também pode ser vista como um bom sinal. Isso porque diversos eventos, como o hack das carteiras da Coldcard e as vendas pela Strategy, não estão pressionando seu preço para baixo.
Por fim, outras criptomoedas também operam quase estáticas. Dentre as 10 maiores, Hyperliquid é a única que se moveu mais de 1% nas últimas 24 horas, subindo 1,8%.
