Após congelar contratos, Coinbase pode adiar chegada ao Brasil

Maior corretora dos EUA pode não chegar oficialmente ao Brasil em 2022, entenda.

Coinbase e Bitcoin
Coinbase e Bitcoin

A corretora Coinbase, maior corretora de criptomoedas dos Estados Unidos, pode adiar sua entrada oficial no Brasil. Nos últimos dias, várias plataformas pelo mundo anunciaram uma redução no quadro de funcionários que chamou atenção para uma possível crise no setor.

E esse movimento ocorre em paralelo à queda nos preços do bitcoin e uma maior procura de investidores em todo mundo pela renda fixa.

Isso porque, com as taxas de juros em alta, a oportunidade de ganhar dinheiro com ativos de menor risco fez com que o volume de operações do mercado de criptomoedas caísse.

Coinbase adia chegada oficial ao Brasil?

A Coinbase é considerada a maior operação de criptomoedas dos Estados Unidos e uma das maiores do mercado. Embora tenha perdido posição nos últimos, segue como uma das três maiores em volume diário de criptomoedas.

Segundo levantamento da plataforma de pesquisa The Block Research, a FTX superou a Coinbase e agora é a segunda maior corretora de criptomoedas do mercado. A mudança se dá em meio a queda da concorrente, e a crescente que a exchange de Sam Bankman-Fried tem tido no setor.

O levantamento aponta que a Binance segue como líder com 64,1% do mercado, a FTX tem 10,8% e a Coinbase registra 9,6%, registro que considera apenas corretoras centralizadas.

Nos últimos dias, vários detalhes chamaram atenção para a operação da Coinbase, primeira a ter ações listadas na bolsa dos EUA.

Com queda nas ações, os investidores descobriram que os executivos venderam boa parte de suas posições.

Na última semana, a Coinbase nos EUA suspendeu contratações de novos funcionários com a crise no mercado de criptomoedas.

Além disso, pessoas recém contratadas terão contratos rescindidosFdemi e não farão mais parte da empresa.

“Em resposta às condições atuais do mercado e aos esforços contínuos de priorização de negócios, estenderemos nossa pausa de contratação para funções novas e de preenchimento no futuro próximo e rescindiremos várias ofertas aceitas.”

Agora, os executivos da plataforma que trabalham no Brasil já afirmam publicamente que a operação deve chegar oficialmente ao país apenas em 2023.

A expectativa é que a plataforma não tenha escritórios e os funcionários devem trabalhar em regime remoto, mas a regulação segue acompanhada de perto pela empresa.

Recentemente, o CEO da Coinbase, Brian Armstrong, se reuniu com o presidente do Banco Central do Brasil, Roberto Campos Neto, em um evento fechado para imprensa.

Coinbase tem 8 ex-funcionários na América do Sul, 320 no total

Em meio aos atrasos na expansão global da empresa, a Coinbase tem procurado ajudar ex-funcionários a encontrar novos trabalhos em outras companhias.

Ao Livecoins, a corretora declarou que não houve demissões recentes no quadro de funcionários. Para isso, foi criado uma página pública onde qualquer pessoa consegue ver os ex-funcionários da Coinbase, sua área de trabalho, e se estão disponíveis para contratação.

Na América do Sul, a corretora tem ex-funcionários até o momento, embora todos já tenham sido realocados para empresas como Nubank, iFood, IBM, Meta (ex-Facebook), entre outras.

O que diz a Coinbase sobre o suposto adiamento de sua operação?

Na quinta-feira (9), após a veiculação da reportagem, a Coinbase procurou o Livecoins e comentou que a expansão internacional segue como prioridade. Dessa forma, a chegada ao Brasil deve ter a data de lançamento oficial confirmada em breve, informação ainda não revelada.

“Devido às condições atuais do mercado, tivemos que tomar a difícil decisão de congelar as contratações – entretanto, a expansão internacional continua sendo uma prioridade chave e contrataremos de acordo com isso para apoiar as funções críticas da missão, incluindo conformidade e segurança. Adaptarmo-nos rapidamente e agir agora nos ajudará a navegar com sucesso neste ambiente macro e emergir ainda mais forte, permitindo um crescimento e inovação ainda mais saudáveis. O Brasil continua sendo um mercado prioritário para nós e estamos no caminho certo para nosso lançamento no Brasil. Estamos ansiosos para compartilhar mais.”

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Gustavo Bertoluccihttps://github.com/gusbertol
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.

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