Argentina muda regras de corretoras e facilita declaração de imposto com bitcoin

Comissão Nacional de Valores aprova norma para facilitar entrada de ativos virtuais no sistema formal sem presunção de evasão de impostos

Enquanto no Brasil o lobby bancário e de algumas corretoras de criptomoedas impulsionaram a regulação e cobrança de impostos para investidores, no país ao lado, na Argentina, a situação ganha contornos totalmente diferentes.

Isso porque, na quinta-feira (19), a Comissão Nacional de Valores (CNV) da Argentina deu um passo histórico para o setor financeiro e de criptomoedas. O órgão aprovou a Resolução Geral N° 1.108/2026 para adaptar as regras locais à nova Lei de Inocência Fiscal.

A medida decreta o fim de um modelo estatal persecutório baseado na suspeita constante sobre o patrimônio dos cidadãos. O governo sob a gestão de Javier Milei busca reverter anos de restrições cambiais com um sistema focado na boa-fé e na liberdade financeira.

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Roberto E. Silva, presidente da CNV, destacou o impacto positivo dessa decisão para a economia local. O executivo garantiu que o ingresso fluido de fundos ao sistema formal é vital para o crescimento do mercado de capitais.

Regras claras para o setor cripto sem sufocar a inovação e excessos estatais

A nova norma beneficia de forma direta os Provedores de Serviços de Ativos Virtuais (PSAV) com registro ativo no país.

Os investidores podem transferir moedas digitais de e para contas abertas sob sua própria titularidade nestas corretoras.

Anos de restrições cambiais, inflação elevada e um sistema tributário sufocante geraram informalidade estrutural generalizada. Sob esse sistema, a evasão fiscal era presumida; agora, o ponto de partida é novamente a boa-fé“, diz comunicado do órgão ligado ao Governo Milei.

Além disso, o texto oficial também isenta esses usuários dos limites de valor para depósitos em dinheiro físico.

O benefício atende quem optar pelo “Regime de Declaração Jurada Simplificada para o Imposto de Renda” (Impuesto a las Ganancias) argentino.

Prevenção contra dinheiro ilícito

Para acessar essas vantagens comerciais, o investidor precisa cumprir requisitos estritos sobre a origem do capital. As autoridades proíbem a recepção de ativos de países catalogados como jurisdições de Alto Risco pelo Grupo de Ação Financeira Internacional (GAFI), como a Coreia do Norte e Irã, por exemplo.

O Estado argentino mantém em vigor todos os controles contra delitos financeiros e operações ilícitas.

Por fim, as empresas do setor precisam seguir as diretrizes da Unidade de Informação Financeira (UIF) para a prevenção da lavagem de dinheiro. Mesmo assim, a inovação chega no âmbito da regulação mais aberta ao mercado livre.

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Bruno Costa
Bruno Costahttps://bruno-costa.com
Bruno Costa ingressou no jornalismo cripto quando o DeFi ainda era um experimento de nicho e, desde então, tornou-se uma das principais vozes brasileiras na cobertura de finanças descentralizadas e ativos digitais. Atualmente atua como Senior Content Manager na Starkware.co, uma empresa de PR e marketing focada em DeFi, NFTs e crescimento de comunidades Web3. Seu trabalho frequentemente explora como as economias de tokens podem impulsionar a inclusão financeira no país, conectando a adoção de blockchain à realidade local. Ele é Certified Bitcoin Professional (CBP), credenciado pelo CryptoCurrency Certification Consortium (C4). Graduado em Jornalismo pela Universidade Europeia, Bruno aprofundou sua expertise com formações como o curso DAO Fundamentals (EDU Trainings) e o Web3 Solidity Bootcamp (Metana). Sua cobertura inclui adoção de DeFi em mercados emergentes, cultura NFT na América Latina e análises de UX em aplicações descentralizadas. Entre suas principais competências estão reportagem investigativa, análise do mercado cripto, construção de narrativa e estratégia de conteúdo. No Brasil, o público o conhece por portais como Cointimes.com.br, onde é colaborador regular, além de suas reportagens investigativas que revelaram golpes no setor DeFi. Uma de suas séries chegou a contribuir para alertas regulatórios e maior fiscalização por parte da CVM. Seu guia sobre stablecoins alcançou mais de 50 mil leitores e foi referenciado por três grupos acadêmicos de pesquisa, enquanto sua consultoria para uma carteira DeFi ajudou a redesenhar o conteúdo de onboarding e atraiu mais de 10 mil novos usuários. Bruno já foi citado pelo Valor Econômico, fez coberturas presenciais na São Paulo NFT Expo e no Rio Blockchain Meetup, e participou de grandes eventos como a SP Tech Week e a Blockchain Conference Brasil, onde discutiu temas sobre regulação do DeFi, UX e inovação. Curioso e criativo, com um forte foco em conectar tecnologia e cultura, ele costuma lembrar colegas e leitores de que “Journalism should empower readers with clarity in a world full of crypto hype and misinformation.” Disclaimer: Todo o conteúdo aqui apresentado diz respeito a temas de criptomoedas, blockchain e Web3 e possui caráter exclusivamente informativo e educacional. Não constitui aconselhamento financeiro, de investimento ou jurídico. As análises refletem a experiência e a pesquisa pessoal do autor. O nome do autor é utilizado como pseudônimo. Sempre faça sua própria pesquisa (DYOR) antes de tomar decisões no ecossistema cripto.

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