Banco da Inglaterra terá suporte a moedas digitais

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Com a atual crise o medo de um iminente colapso do sistema financeiro tradicional, principalmente das moedas fiduciárias, vem ficando cada vez mais exacerbado. Com esse receito, está ficando cada vez mais claro a intenção dos bancos de utilizarem moedas digitais (CBDC) centralizadas.

O Banco da Inglaterra anunciou nessa semana que a nova versão de seu sistema de remessas internacionais terá suporte a esses ativos.

O Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês) está em processo de atualizar o seu sistema de remessa (pagamentos internacionais em larga escala), mas um dos principais requisitos para a atualização é a compatibilidade com moedas digitais de bancos centrais.

O novo sistema de remessas não garante que o banco vai oferecer suporte garantido para as criptomoedas centralizadas, mas vai criar uma estrutura para que o banco possa ativar esse tipo de suporte a qualquer momento, caso deseje isso no futuro.

Entre as atualizações para suporte de CBDCs está a capacidade de integrar uma Libra Esterlina Digital, que ainda não está sendo desenvolvida, mas pode fazer parte do interesse da Inglaterra em um futuro próximo.

Vale mencionar que o sistema de remessas da Inglaterra é uma importante estrutura financeira para o Reino Unido. Ele é utilizado para armazenar as contas em libra esterlina de grandes instituições governamentais e é utilizado para injetar liquidez na economia do país.

O sistema é capaz de liquidar cerca de £ 685 bilhões (R$ 4,6 trilhões) em transações por dia. Ou seja, é um sistema de grande porte e grande relevância e o preparo para passar a trabalhar com moedas digitais de bancos centrais é um passo importante para o sistema.

Com isso, o Banco da Inglaterra se aproxima das moedas digitais e de um futuro onde a moeda fiduciária continua perdendo o seu poder.

Crescimento das CBDCs em todo o mundo

Desde que o Banco da China decidiu por lançar o Yuan Digital o alerta vermelho para muitos outros bancos foi acionado. Com a atual crise e o medo de uma inflação galopante nos próximos anos, muitos estão duvidando da capacidade da moeda fiduciária de se manter relevante.

Com isso, temos planos de moedas digitais vindos do Banco da França. Até outros países asiáticos importantes estão acelerados no desenvolvimento dessas tecnologias.

Ainda é difícil saber se a moeda fiduciária realmente está em risco de extinção, mas é inegável que o interesse nas reservas de valores tenha aumentado. Por fim, temos até mesmo o real tendo que expandir sua moeda para novos valores, um preocupante sinal de inflação futura.

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Matheus Henrique
Fã do Bitcoin e defensor de um futuro descentralizado. Cursou Ciência da Computação, formado em Técnico de Computação e nunca deixou de acompanhar as novas tecnologias disponíveis no mercado. Interessado no Bitcoin, na blockchain e nos avanços da descentralização e seus casos de uso.
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