Banco mais antigo da Colômbia inicia testes para compras com criptomoedas

Aproximação de bancos tradicionais e corretoras de Bitcoin já começam a acontecer na América Latina.

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Fachada de Banco de Bogotá em Cartagena, na Colômbia criptomoedas
Fachada de Banco de Bogotá em Cartagena, na Colômbia

Uma das instituições que continua buscando se aliar ao mercado de criptomoedas é o Banco de Bogotá, o mais antigo da Colômbia. Atualmente, a empresa está na segunda fase do projeto-piloto para permitir que seus 5.000 clientes recebam pagamentos usando moedas digitais. 

A primeira parte do projeto-piloto foi lançada em março de 2021, de acordo com o site Crypto News. O projeto está sendo feito em parceria com as plataformas de negociação Bitso e Buda, em conjunto com a Superintendência Financeira, autoridade de regulamentação do país.

Com essa parceria foi possível criar uma forma de permitir que os clientes dos bancos tradicionais possam utilizar soluções do mercado de criptomoedas com facilidade.

A primeira fase de testes

O seu passo inicial utilizou um grupo de investidores que testaram as funções de depósito e saque de criptomoedas no aplicativo oficial do banco, tanto no celular quanto no software para computador.

O aplicativo permite negociação rápida entre criptomoedas e a moeda fiduciária local (pesos colombianos). O processamento da parte do criptomercado é feito pelas empresas parceiras.

Por enquanto o uso do aplicativo foi um sucesso. Agora o banco visa testar a funcionalidade do cartão de crédito e do aplicativo para gastar os ativos digitais em diferentes vendedores.

Na prática, isso vai permitir que os clientes participantes dos testes possam fazer pagamentos em moeda fiduciária usando o seu saldo em criptomoedas, além de receberem pagamento em pesos já convertendo para cripto pelas corretoras Buda e Bitso.

Tudo começa na teoria…

Em teoria isso pode ser uma forma excelente de simplificar o sistema de pagamento com os criptoativos, algo que foi sempre um ponto importante para o uso real das moedas digitais como ativos de circulação viáveis.

Por enquanto tudo é um teste. Porém, após o processo piloto, a Superintendência Financeira vai estudar os dados e relatar os resultados para o governo colombiano, que já vê a regulação do Bitcoin tramitar no Congresso.

A conturbada relação dos bancos e corretoras de Bitcoin

Enquanto o corpo financeiro da Colômbia parece interessado em explorar o mercado de criptomoedas como uma forma de oferecer mais serviços aos clientes do setor bancário, no Brasil e em outros lugares do mundo a situação parecer ser mais complicada.

Por aqui os bancos parecem adotar uma posição mais agressiva contra as empresas desse ecossistema de inovação financeira.

Não é difícil encontrar histórias de empresas e até de pessoas do mercado P2P que tiveram suas contas encerradas, muitas vezes sem nenhum aviso, por bancos tradicionais como o Itaú e até pelos mais modernos, como o Nubank.

Juntamente com o Brasil, os Estados Unidos também apresentam forte pressão contra as instituições que trabalham com plataformas de criptomoedas.

Porém, apesar disso, os bancos parecem estar querendo aproveitar a onda gerada pelo Bitcoin e pelas altcoins.

O Itaú, por exemplo, é considerando um grande “inimigo” do mercado P2P e de corretoras, tendo encerrado contas e prejudicado o funcionamento do mercado. Todavia, ao mesmo tempo que critica, o banco tem oferecido investimento em Bitcoin para seus clientes.

Morde ou assopra?

Ao que tudo indica a tendência seguirá justamente essa: os bancos (dos EUA, do Brasil e do mundo) irão continuar repreendendo corretoras de criptomoedas com uma mão —  enquanto com a outra tentam lucrar com o setor que, de fato, está crescendo constantemente desde 2010.

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Matheus Henrique
Fã do Bitcoin e defensor de um futuro descentralizado. Cursou Ciência da Computação, formado em Técnico de Computação e nunca deixou de acompanhar as novas tecnologias disponíveis no mercado. Interessado no Bitcoin, na blockchain e nos avanços da descentralização e seus casos de uso.

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