
Bitcoin ganhou força nas últimas semanas e analistas projetam alta ainda maior para os próximos meses. Foto: MichaelWuensch/Pixabay.
A Bernstein, famosa empresa americana de análise financeira, enviou uma carta aos seus clientes destacando que as características do Bitcoin o fizeram superar o ouro nas últimas semanas.
Desde o início dos conflitos armados entre EUA e Irã, em 28 de fevereiro, a criptomoeda opera em alta de 25% em relação ao metal.
Embora o Bitcoin tenha se valorizado somente 7,7% contra o dólar, o ouro amarga uma queda de 14% contra a moeda americana no mesmo período.
O ouro possui um histórico financeiro milenar e, por isso, é um dos ativos financeiros mais reconhecidos do mundo. No entanto, por ser um ativo físico, enfrenta desafios de liquidez e portabilidade, especialmente em momentos de crise.
Movimentar grandes volumes rapidamente nem sempre é fácil, limitando sua eficiência em situações de conflitos.
Já as criptomoedas dependem de um mercado global e interligado, superando este problema. Para a Bernstein, isso explica por que “o Bitcoin superou o ouro em 25% desde o início do conflito no Irã”.
“Continuamos acreditando que as propriedades digitais do Bitcoin, com portabilidade global e resistência à censura, são especialmente valiosas em períodos de caos.”
“Ativos físicos de reserva de valor, como ouro e prata, enfrentam condições de liquidez desafiadoras (especialmente em tempos desesperados)”, explica a Bernstein. “Continuamos acreditando que o Bitcoin continuará superando [o ouro], impulsionado pela forte demanda institucional de ETFs, que se mostraram resilientes durante a correção do mercado (as retiradas do ano foram revertidas), e por novas entradas institucionais de bancos oferecendo serviços financeiros em Bitcoin.”
Em trecho compartilhado pela Bloomberg, a Bernstein afirma que o Bitcoin provavelmente já passou pelo seu fundo de 2026 e agora pode estar se encaminhando para fechar o ano cotado a US$ 150.000, dobrando seu valor atual.
Após quatro meses de saídas, os ETFs de Bitcoin estão prestes a fechar o mês de março no positivo. Vistos como um termômetro do mercado, tais fundos podem ser um forte indicador de uma mudança na tendência do mercado.
Além disso, especialistas afirmam que o ETF de Bitcoin do Morgan Stanley (MSBT), protocolado em janeiro, esteja prestes a estrear nas bolsas americanas.
“O ETF de Bitcoin do Morgan Stanley $MSBT recebeu um anúncio oficial de listagem na NYSE, o que normalmente significa que o lançamento é iminente”, escreveu Eric Balchunas nas redes sociais.
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