A Binance, maior corretora cripto do mundo, anunciou nesta terça-feira (7) sua Prova de Reservas referente ao mês de abril. Dentre os destaques estão 619 mil bitcoins (US$ 42,1 bilhões) e mais de US$ 46,5 bilhões em stablecoins como USDT, USDC e FDUSD.
Todas as reservas estão em 100% ou mais, o que significa que os saldos dos clientes possuem lastro.
A iniciativa adotada pela Binance e outras corretoras ganhou tração ao final de 2022 após o mercado descobrir que Sam Bankman-Fried, fundador da FTX, estava usando as criptomoedas de seus clientes para investir em outros negócios.
Detalhes da Prova de Reservas da Binance
No total, a Binance está analisando as reservas de 49 criptomoedas disponíveis em sua plataforma. O destaque fica para as maiores, Bitcoin, Ethereum, USDT, BNB, XRP, USDC e Solana.

Como pode ser visto na imagem acima, clientes da corretora possuem 618.951.271 bitcoins depositados na plataforma e a Binance mantém mais de 619 mil bitcoins em suas carteiras.
Como comparação, hoje a Strategy possui uma reserva de 766.970 bitcoins. Já o ETF de Bitcoin da BlackRock administra outras 782 mil moedas.
Os maiores excessos das reservas da Binance ficam nas stablecoins, incluindo uma diferença de US$ 2 bilhões em USDT, US$ 475 milhões em USDC e US$ 24 milhões em FDUSD, em relação ao saldo dos clientes.
Na prática, isso significa que a corretora conseguiria honrar todos os pedidos de saques, caso necessário.
“Nosso mecanismo de Prova de Reservas (PoR) da #Binance permite que qualquer pessoa verifique que os ativos dos usuários estão lastreados 1:1.”
“Neste mês, o $PAXG foi adicionado às reservas, elevando o total para 49 criptomoedas”, escreveu a Binance em suas redes sociais.
Our #Binance Proof of Reserves (PoR) mechanism allows anyone to check that our user assets are backed 1:1. 🔐
This month, $PAXG was added to the reserves, bringing the total to 49 cryptocurrencies.
Check out this month's PoR here 👉 https://t.co/pPJZ1FM6NF pic.twitter.com/Mfpq9EFzxk
— Binance (@binance) April 7, 2026
Nem todas as corretoras de criptomoedas que operam no Brasil possuem Prova de Reservas
O conceito de Prova de Reservas surgiu ainda em 2014 devido à falência da corretora Mt. Gox, mas foi abandonado pelas empresas meses depois. O uso dessa ferramenta voltou no final de 2022 após a falência de outra corretora, a FTX.
No entanto, dados do MercadoCripto revelam que nem todas adotaram este padrão. Das dez maiores corretoras por volume que operam no Brasil, metade não divulga suas reservas.

