Maior corretora cripto do mundo mantém reservas de Bitcoin e volume elevados durante turbulência do mercado

Os dados on-chain disponíveis oferecem uma visão objetiva sobre a movimentação de ativos, reservas e comportamento dos usuários, permitindo análises independentes sem a necessidade de informações internas das empresas.

Dados on-chain recentes indicam que a Binance manteve níveis estáveis de liquidez, reservas de Bitcoin e atividade de usuários durante o período de maior volatilidade observado no mercado de criptomoedas no início de 2026.

As informações, compiladas a partir de métricas públicas analisadas por plataformas como CryptoQuant e CoinMarketCap, permitem avaliar o comportamento da exchange em um contexto de pressão de mercado, sem apontar sinais de estresse semelhantes aos registrados em crises anteriores do setor.

Em janeiro de 2026, a Binance registrou um volume total de negociações de aproximadamente US$ 2,1 trilhões, se consolidando como a exchange com maior participação no mercado global de criptomoedas.

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Análise de reservas e fluxos on-chain aponta comportamento estável dos usuários da Binance

O volume foi 2,6 vezes superior ao da segunda colocada no período, a MEXC, que movimentou cerca de US$ 804,9 bilhões. O dado também supera o volume combinado das três exchanges seguintes no ranking mensal, segundo números do CoinMarketCap, refletindo elevada concentração de liquidez e atividade na plataforma.

Esse nível de volume é relevante porque a profundidade de mercado tende a influenciar diretamente a capacidade de uma exchange absorver ordens de grande porte sem gerar distorções excessivas de preço.

Em momentos de maior volatilidade, exchanges com menor liquidez costumam apresentar spreads mais amplos e maior instabilidade operacional, o que não foi observado nos dados consolidados da Binance no período analisado.

Outro ponto da análise envolve as reservas de Bitcoin mantidas pela exchange. Dados da CryptoQuant mostram que, ao final de janeiro de 2026, a Binance detinha aproximadamente 659 mil BTC sob custódia.

Reservas Binance JAN 26
Reservas Binance JAN 26

O número permanece praticamente inalterado em relação ao final de 2025, quando as reservas estavam em torno de 657 mil BTC, e representa um nível cerca de 7% superior à mínima anual registrada anteriormente.

Métricas de fluxo e custódia

A estabilidade das reservas sugere que não houve uma redução relevante no saldo total de Bitcoin custodiado pela exchange durante a recente queda de preços do ativo.

Segundo a CryptoQuant, os dados analisados antecedem o anúncio da conversão do fundo SAFU para Bitcoin e, portanto, não incluem eventuais compras relacionadas a essa mudança, o que reforça a leitura de que a estabilidade observada decorre principalmente do comportamento dos usuários.

O comportamento dos fluxos líquidos de Bitcoin também contribui para essa avaliação. Em 2 de fevereiro de 2026, os fluxos líquidos diários na Binance ficaram em torno de US$ 75,2 mil, valor considerado dentro da faixa normal observada desde meados de 2023. Não foram identificados picos atípicos de saques que indicassem retirada acelerada de fundos por parte dos usuários, mesmo em um ambiente de sentimento negativo no mercado.

Na prática, os fluxos líquidos refletem a diferença entre depósitos e retiradas em um determinado período. Quando há saídas abruptas e concentradas, esse indicador tende a apresentar variações significativas, o que não foi observado nos dados recentes da Binance. O padrão sugere que os usuários mantiveram uma postura relativamente estável em relação à custódia de seus ativos na plataforma.

Outro indicador analisado foi a relação entre o fluxo líquido e o total de reservas de Bitcoin da exchange. Em janeiro de 2026, essa relação ficou em aproximadamente 0,006, o que significa que os fluxos líquidos representaram cerca de 0,6% do total das reservas. Esse patamar é considerado baixo e compatível com um cenário de normalidade operacional, sem evidências de estresse de liquidez.

Para efeito de comparação histórica, durante dezembro de 2022, período marcado pelo colapso da FTX, essa mesma métrica atingiu aproximadamente -0,12, indicando que cerca de 12% das reservas de Bitcoin foram retiradas em um curto intervalo de tempo. A diferença entre os dois cenários ilustra como a magnitude dos fluxos pode servir como um indicador relevante de pressão sobre exchanges centralizadas.

Enquanto isso, dados setoriais apontam que algumas exchanges de menor porte registraram reduções de reservas entre 5% e 9% no mesmo período recente, o que sugere que o impacto da volatilidade não foi homogêneo em todo o mercado. A comparação ajuda a contextualizar o desempenho relativo da Binance dentro do ecossistema de corretoras centralizadas.

De forma geral, os dados on-chain disponíveis oferecem uma visão objetiva sobre a movimentação de ativos, reservas e comportamento dos usuários, permitindo análises independentes sem a necessidade de informações internas das empresas.

No caso específico da Binance, as métricas observadas em janeiro e início de fevereiro de 2026 indicam estabilidade em volume, reservas e fluxos, mesmo em um ambiente de mercado marcado por incerteza.

Especialistas destacam que o acompanhamento contínuo desses indicadores se tornou uma ferramenta essencial para traders e investidores que utilizam exchanges centralizadas.

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Bruno Costa
Bruno Costahttps://bruno-costa.com
Bruno Costa ingressou no jornalismo cripto quando o DeFi ainda era um experimento de nicho e, desde então, tornou-se uma das principais vozes brasileiras na cobertura de finanças descentralizadas e ativos digitais. Atualmente atua como Senior Content Manager na Starkware.co, uma empresa de PR e marketing focada em DeFi, NFTs e crescimento de comunidades Web3. Seu trabalho frequentemente explora como as economias de tokens podem impulsionar a inclusão financeira no país, conectando a adoção de blockchain à realidade local. Ele é Certified Bitcoin Professional (CBP), credenciado pelo CryptoCurrency Certification Consortium (C4). Graduado em Jornalismo pela Universidade Europeia, Bruno aprofundou sua expertise com formações como o curso DAO Fundamentals (EDU Trainings) e o Web3 Solidity Bootcamp (Metana). Sua cobertura inclui adoção de DeFi em mercados emergentes, cultura NFT na América Latina e análises de UX em aplicações descentralizadas. Entre suas principais competências estão reportagem investigativa, análise do mercado cripto, construção de narrativa e estratégia de conteúdo. No Brasil, o público o conhece por portais como Cointimes.com.br, onde é colaborador regular, além de suas reportagens investigativas que revelaram golpes no setor DeFi. Uma de suas séries chegou a contribuir para alertas regulatórios e maior fiscalização por parte da CVM. Seu guia sobre stablecoins alcançou mais de 50 mil leitores e foi referenciado por três grupos acadêmicos de pesquisa, enquanto sua consultoria para uma carteira DeFi ajudou a redesenhar o conteúdo de onboarding e atraiu mais de 10 mil novos usuários. Bruno já foi citado pelo Valor Econômico, fez coberturas presenciais na São Paulo NFT Expo e no Rio Blockchain Meetup, e participou de grandes eventos como a SP Tech Week e a Blockchain Conference Brasil, onde discutiu temas sobre regulação do DeFi, UX e inovação. Curioso e criativo, com um forte foco em conectar tecnologia e cultura, ele costuma lembrar colegas e leitores de que “Journalism should empower readers with clarity in a world full of crypto hype and misinformation.” Disclaimer: Todo o conteúdo aqui apresentado diz respeito a temas de criptomoedas, blockchain e Web3 e possui caráter exclusivamente informativo e educacional. Não constitui aconselhamento financeiro, de investimento ou jurídico. As análises refletem a experiência e a pesquisa pessoal do autor. O nome do autor é utilizado como pseudônimo. Sempre faça sua própria pesquisa (DYOR) antes de tomar decisões no ecossistema cripto.

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