“Bitcoin e prata com correção de 50% parece razoável”, diz estrategista sênior da Bloomberg

Mike McGlone alerta para "natureza imprevisível" de Donald Trump e retorno da volatilidade no mercado de ações como gatilhos para uma correção de 50% no BTC

O estrategista sênior de commodities da Bloomberg Intelligence, Mike McGlone, emitiu um alerta aos investidores de bitcoin e prata nesta segunda-feira (2). Em sua análise recente publicada no X sobre o cenário de 2026, o analista sugeriu que o momento atual não é favorável para novas compras e que uma reversão brusca de preços está no horizonte.

Com o Bitcoin se distanciando da marca de US$ 100.000 e a prata despencando dos US$ 100 por onça, McGlone acredita que o mercado esticou demais e deve passar por uma “reversão normal” para patamares mais baixos.

A tese de McGlone indica que os preços atuais são oportunidades de venda, não de compra. Segundo o estrategista, seria “imprudente considerar novas posições compradas (longs) em ativos de risco” neste momento.

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Para ele, a estratégia mais sensata (“prudent“) agora seria apostar na queda (short). “Prata acima de US$ 100 e Bitcoin perto de US$ 100.000 podem ser shorts prudentes“, afirmou o analista.

Seu alvo para essa correção que chama atenção. Isso porque, ele vê uma reversão em direção aos US$ 50.000 para o Bitcoin e US$ 50 para a prata, o que representaria uma desvalorização de cerca de 50% frente aos topos citados.

Trump e volatilidade na bolsa de valores justifica postura de cautela com prata e bitcoin para analista

Dois motivos principais sustentam o pessimismo do analista da Bloomberg. O primeiro é um “modesto rebote na volatilidade do mercado de ações”.

McGlone cita o conceito de “Beta Backup”. Historicamente, o Bitcoin opera como um ativo de alto beta — ou seja, ele reage de forma amplificada aos movimentos do mercado acionário.

Se a volatilidade (medida pelo índice VIX, por exemplo) começar a subir nas bolsas tradicionais, a tendência é que ativos de risco como as criptomoedas sofram uma liquidação mais intensa.

O segundo fator é geopolítico e envolve a Casa Branca. O estrategista citou explicitamente a “natureza mercurial [imprevisível] do Presidente Donald Trump” como um componente de risco que não pode ser ignorado.

A incerteza política gerada por mudanças repentinas de diretrizes econômicas tende a afastar o capital institucional de ativos voláteis até que o cenário se estabilize.

Apesar da análise de McGlone, um comentário de seus seguidores no X apontou que ele comentou sobre o preço da prata em queda, mas não fundamentou sua posição. Mesmo assim, ele finalizou a discussão com a análise completa disponível para assinantes do Bloomberg Terminal.

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Bruno Costa
Bruno Costahttps://bruno-costa.com
Bruno Costa ingressou no jornalismo cripto quando o DeFi ainda era um experimento de nicho e, desde então, tornou-se uma das principais vozes brasileiras na cobertura de finanças descentralizadas e ativos digitais. Atualmente atua como Senior Content Manager na Starkware.co, uma empresa de PR e marketing focada em DeFi, NFTs e crescimento de comunidades Web3. Seu trabalho frequentemente explora como as economias de tokens podem impulsionar a inclusão financeira no país, conectando a adoção de blockchain à realidade local. Ele é Certified Bitcoin Professional (CBP), credenciado pelo CryptoCurrency Certification Consortium (C4). Graduado em Jornalismo pela Universidade Europeia, Bruno aprofundou sua expertise com formações como o curso DAO Fundamentals (EDU Trainings) e o Web3 Solidity Bootcamp (Metana). Sua cobertura inclui adoção de DeFi em mercados emergentes, cultura NFT na América Latina e análises de UX em aplicações descentralizadas. Entre suas principais competências estão reportagem investigativa, análise do mercado cripto, construção de narrativa e estratégia de conteúdo. No Brasil, o público o conhece por portais como Cointimes.com.br, onde é colaborador regular, além de suas reportagens investigativas que revelaram golpes no setor DeFi. Uma de suas séries chegou a contribuir para alertas regulatórios e maior fiscalização por parte da CVM. Seu guia sobre stablecoins alcançou mais de 50 mil leitores e foi referenciado por três grupos acadêmicos de pesquisa, enquanto sua consultoria para uma carteira DeFi ajudou a redesenhar o conteúdo de onboarding e atraiu mais de 10 mil novos usuários. Bruno já foi citado pelo Valor Econômico, fez coberturas presenciais na São Paulo NFT Expo e no Rio Blockchain Meetup, e participou de grandes eventos como a SP Tech Week e a Blockchain Conference Brasil, onde discutiu temas sobre regulação do DeFi, UX e inovação. Curioso e criativo, com um forte foco em conectar tecnologia e cultura, ele costuma lembrar colegas e leitores de que “Journalism should empower readers with clarity in a world full of crypto hype and misinformation.” Disclaimer: Todo o conteúdo aqui apresentado diz respeito a temas de criptomoedas, blockchain e Web3 e possui caráter exclusivamente informativo e educacional. Não constitui aconselhamento financeiro, de investimento ou jurídico. As análises refletem a experiência e a pesquisa pessoal do autor. O nome do autor é utilizado como pseudônimo. Sempre faça sua própria pesquisa (DYOR) antes de tomar decisões no ecossistema cripto.

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