
Inflação devido à disparada do petróleo também afeta outras potências econômicas. Imagem: ChatGPT.
O Bitcoin voltou a operar acima dos US$ 77.500 nesta segunda-feira (25) após ficar abaixo dos US$ 75.000 no final de semana. A recuperação está ligada à queda do preço do barril de petróleo.
Apesar disso, investidores aguardam a divulgação dos dados de inflação dos EUA, o PCE (Índice de Preços das Despesas de Consumo Pessoal), que pode trazer volatilidade ao mercado.
A principal pressão sobre o Bitcoin está ligada às previsões sobre as próximas reuniões do Fed. Isso porque o BC americano pode frear a economia ao subir a taxa de juros para conter a inflação.
Devido a isso, a criptomoeda caiu para US$ 74.200 no sábado (23), mas se recuperou rapidamente assim que o preço do petróleo caiu.
Apesar da retomada, o índice de medo e ganância do Bitcoin revela que investidores continuam preocupados, mantendo o estado de ‘medo’.
O governo americano deve divulgar o Índice de Preços das Despesas de Consumo Pessoal (PCE, na sigla inglesa) na próxima quinta-feira (28). Os números podem ajudar investidores a antecipar os próximos movimentos do Fed, podendo causar volatilidade no mercado.
Atualmente, a ferramenta FedWatch do CME aponta que o próximo aumento pode acontecer somente na reunião de março de 2027. Antes da queda do petróleo, a expectativa era que isso fosse acontecer ainda neste ano.
A próxima reunião do Fed está marcada para o dia 17 de junho e será a primeira sob a presidência de Kevin Warsh.
Por fim, a inflação devido à disparada do petróleo também afeta outras potências econômicas e, além do Bitcoin, outros ativos também devem sentir o peso das decisões desses bancos centrais.