Promotor de criptomoeda “melhor que o bitcoin” vai responder por fraude de R$ 12 bilhões

Justiça dos Estados Unidos mira fundador de um dos maiores golpes com criptomoedas do mundo.

BitConnect exibido em um smartphone
BitConnect exibido em um smartphone

Um fundador da BitConnect recebeu da justiça dos Estados Unidos uma intimação para responder pela fraude com criptomoedas de R$ 12,3 bilhões, que atingiu inúmeros investidores por todo mundo.

A BitConnect era uma empresa controversa que recrutou investidores para um projeto “promissor”: lançar uma criptomoeda melhor que o Bitcoin. Aproveitando da inocência de muitos sobre este mercado, o golpe já consumado fez com que muitos acreditassem que o novo BTC surgiria e os levaria a lucrar milhões de vezes.

Ganhando repercussão entre investidores de criptomoedas, ela chegou a ser listada pelo CoinMarketCap e similares, atraindo muitas pessoas para a plataforma de ganhos. A BCC, no entanto, acabou em 2017 em meio a alta histórica do Bitcoin, que na ocasião se aproximava de US$ 20 mil.

Vale lembrar que a BitConnect prometia rendimentos fixos no mercado, o que certamente já chamava atenção para o possível golpe.

Fundador da BitConnect responderá por fraude de R$ 12,3 bilhões nos Estados Unidos

Na última sexta-feira (26), o Departamento de Justiça dos EUA (DOJ) divulgou um comunicado sobre o caso da fraude BitConnect, cometida contra investidores também daquele país.

O acusado é Satish Kumbhani (36), de Hemal, Índia, fundador da BitConnect que ajudou na fraude de US$ 2,4 bilhões, o equivalente a R$ 12,3 bi hoje. Com sua participação, foi possível recrutar investidores para um “Programa de Empréstimos” da fraude, responsável por grandes prejuízos.

Kumbhani e seus apoiadores conseguiram bilhões com o golpe que tinha como principais produtos o “BitConnect Trading Bot” e “Volatility Software”. Eles são apontados ainda como operadores que mantinham a cotação da BitConnect Coin (BCC) em alta no mercado, iludindo investidores de ganhos acima da média de outros produtos.

Outra situação investigada pelo FBI é a participação deles na lavagem de dinheiro da empresa, misturando recursos de investidores para justificar os ganhos prometidos. Essa empresa e criptomoeda eram, na verdade, parte de um esquema de pirâmide financeira, que pagava os velhos investidores com dinheiro dos novos.

Procurador destacou acusação e aplicação de lei contra fraude

O procurador dos EUA Randy Grossman para o Distrito Sul da Califórnia destacou que a acusação e possível aplicação da lei contra a fraude é importante para garantir justiça para as vítimas desse golpe.

“Esta acusação alega um enorme esquema de criptomoeda que fraudou investidores de mais de US$ 2 bilhões. A Procuradoria dos EUA e nossos parceiros de aplicação da lei estão comprometidos em buscar justiça para as vítimas de fraude de criptomoedas.”

Já um investigador da Receita Federal dos EUA reafirmou que esse caso mostra que a entidade continuará seguindo o dinheiro, seja em meios físicos ou digitais, para acabar com crimes financeiros.

Kumbhani poderá pegar pena de prisão de até 70 anos caso condenado por todos os crimes, mas ainda é considerado inocente enquanto não sai a decisão final. Na investigação estão o FBI e Receita Federal dos EUA.

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Gustavo Bertoluccihttps://github.com/gusbertol
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.

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