Banco mais antigo dos EUA se arrepende de não ter investido em Bitcoin

O banco também disse que se arrepende de ter investido em empresas ligadas ao ouro.

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BNY Mellon, o banco mais antigo dos Estados Unidos e um dos maiores custodiantes e provedores de serviço patrimonial do mundo, disse estar arrependido de não ter aumentando a exposição de seus investimentos em empresas que apostaram no Bitcoin, o que pode ter afetado negativamente o rendimento de seu fundo negociado em bolsa (ETF) de baixa capitalização.

O banco enviou um relatório operacional para a Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC, sigla em inglês), onde explica que infelizmente para os seus clientes, o resultado dos ETFs abertos ao público tiveram um crescimento abaixo do esperado em relação aos seus outros índices.

Um dos motivos para o desempenho abaixo do esperado foi justamente a falta de exposição a empresas que investem em Bitcoin. Não só isso, de acordo com o relatório, eles se arrependem de terem investido em empresas ligadas ao ouro.

“Em termos das ações, nossa posição na Alamos Gold, uma empresa de mineração de ouro, prejudicou o desempenho do ETF, uma vez que as ações foram afetadas pelos preços baixos do ouro.”

O relatório continua afirmando que o desempenho do fundo poderia ter sido muito melhor se eles tivessem comprando ações da MicroStrategy, que subiram mais de 50% desde que ela anunciou ter comprado Bitcoin. 

“O desempenho do fundo também foi afetado pela decisão de não possuir ações da MicroStrategy, cujas ações subiram quando ela anunciou que havia investido em Bitcoin . “

Investimento institucional aumenta a exposição de ETFs ao Bitcoin

Atualmente cerca 88 ETFs estão expostos ao Bitcoin, justamente por terem ações da MicroStrategy. Isso nos mostra que a adoção institucional tem um alcance muito maior do que inicialmente imaginamos, mesmo que o Bitcoin não esteja sendo comparado diretamente pelos investidores.

A adoção institucional é dada como um ponto muito importante para o criptomercado justamente por causa disso.

Não é só mais dinheiro que acaba entrando no setor, mas muito mais pessoas são expostas à criptomoeda, aos poucos criando uma ponte mais forte entre o criptomercado e o mercado tradicional.

Vale mencionar também que o BNY Mellon não contra o Bitcoin (apesar de não ter apostado na MicroStrategy). Recentemente o banco chegou a anunciar que iria oferecer serviços de custódia de Bitcoin para seus clientes. 

A situação também mostra outro ponto muito curioso sobre a evolução do criptomercado, afinal, há 10 anos quase ninguém imaginaria que um banco iria dizer que se arrependeu de investir em ouro.

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Matheus Henrique
Fã do Bitcoin e defensor de um futuro descentralizado. Cursou Ciência da Computação, formado em Técnico de Computação e nunca deixou de acompanhar as novas tecnologias disponíveis no mercado. Interessado no Bitcoin, na blockchain e nos avanços da descentralização e seus casos de uso.

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