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Brasileiros estão entre os mais afetados pela vulnerabilidade das carteiras Coldcard, diz Chainalysis

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Um mapa compartilhado pela Chainalysis, famosa empresa de análise de dados on-chain, aponta que investidores brasileiros estão entre os mais afetados pela vulnerabilidade das carteiras da Coldcard.

Citando um estudo da Galaxy Research, a empresa estima que as perdas ultrapassam a faixa de US$ 110 milhões globalmente.

Também nas redes sociais, a equipe da Coldcard voltou a pedir nesta terça-feira (4) que usuários movam seus fundos para endereços seguros e, além disso, também publicou um histórico de incidentes de suas carteiras em seu site.

Brasil aparece entre os mais afetados pela falha da Coldcard

Embora não fosse tão popular quanto outras carteiras de hardware, a Coldcard foi amplamente adotada por usuários maximalistas por ser um dispositivo que aceitava somente Bitcoin e, dentre outras funções, era air-gapped.

Segundo dados compartilhados pela Chainalysis nesta terça-feira (4), o Brasil aparece entre os países mais afetados pelos roubos. Conforme a Coinkite, fabricante da Coldcard, está situada no Canadá, as maiores perdas foram atribuídas a canadenses.

“O hack da Coldcard é especialmente prejudicial para os bitcoiners canadenses. Nossa análise dos invasores e das vítimas aponta que os detentores de BTC no Canadá estão arcando com 25% das perdas atribuíveis. Com estimativas que chegam a US$ 110 milhões, de acordo com o conjunto de dados da Galaxy Research, analisamos a distribuição geográfica do hack em andamento.”

Canadá, Austrália e EUA lideram perdas de bitcoins por falha nas carteiras da Coldcard. Fonte: Chainalysis/X.

Embora seja difícil listar os países seguintes, investidores da Tailândia, Brasil, Chile e Reino Unido também aparecem entre os mais afetados pelo hack.

Até o momento, a empresa não compartilhou detalhes sobre como atribui as perdas aos países. No entanto, é provável que os analistas publiquem um estudo em seu site nos próximos dias, como de costume.

Por que a Coreia do Sul aparece como um dos países menos afetados pela falha da Coldcard?

Um dos países que aparece com o menor índice é a Coreia do Sul. Nas redes sociais, o desenvolvedor Jimmy Song afirma que isso se deve à cultura sul-coreana em fazer as coisas da maneira correta.

“Esta é uma das revelações mais interessantes da saga da Coldcard. Praticamente todos os maximalistas de Bitcoin na Coreia não foram afetados porque todos usavam lançamentos de dados. Como isso é possível? A cultura da comunidade Bitcoin coreana é muito voltada para fazer as coisas da maneira correta. Para dar uma ideia, visitei o país muitas vezes, encontrei as mesmas pessoas diversas vezes e ainda assim não sei o nome da maioria delas, porque quase todas usam pseudônimos, algo considerado uma boa prática nessa comunidade. Acho que há algo para aprender aqui, porque a comunidade maximalista de Bitcoin dos EUA confiou um pouco demais e não foi cypherpunk o suficiente. Sejam como os coreanos: façam as coisas da maneira correta, até o fim.”

No texto, Song compartilha outro texto que aborda essa obsessão dos coreanos por autocustódia, carteiras de hardware, dispositivos air-gapped e outras boas práticas de segurança.

Em suma, o problema das carteiras da Coldcard estava em seu gerador de frases-semente, não em outras funções. Portanto, isso explica por que usuários que geraram suas seeds usando dados, ou outro método, não foram afetados.

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Henrique HK

Formado em desenvolvimento web há mais de 20 anos, Henrique Kalashnikov encontrou-se com o Bitcoin em 2016 e desde então está desvendando seus pormenores. Tradutor de mais de 100 documentos sobre criptomoedas alternativas, também já teve uma pequena fazenda de mineração com mais de 50 placas de vídeo. Atualmente segue acompanhando as tendências do setor, usando seu conhecimento para entregar bons conteúdos aos leitores do Livecoins.

Autor:
Henrique HK