
Executivo foi preso em março por outro processo sobre o mesmo golpe. Imagem: Vitaly Kushnir/Pexels.
A Comissão de Negociação de Futuros de Commodities dos EUA (CFTC) entrou com uma ação nesta terça-feira (11) contra Christopher Delgado, CEO da Goliath Ventures, e sua empresa.
As autoridades acusam o executivo de operar um esquema Ponzi de criptomoedas que movimentou US$ 400 milhões durante seu período de atuação, entre 2023 e 2026.
Delgado foi preso em março deste ano pelo governo americano devido a um outro processo criminal sobre o mesmo caso. Além da CFTC, a SEC também apresentou uma ação civil contra o executivo.
Durante seu período de operação, Christopher Delgado teria captado cerca de US$ 400 milhões em seu esquema Ponzi através de 1.600 clientes.
O dinheiro, no entanto, não era usado em investimentos, mas sim para bancar um estilo de vida luxuoso do executivo. Isso incluía imóveis avaliados em milhões de dólares, bem como diversos carros de luxo, relógios, joias e outros bens.
O objetivo da CFTC com o processo é ressarcir as vítimas do esquema. Além disso, também visa aplicar multas, proibições de negociação e registro contra Delgado e sua antiga empresa.
Mike Selig, presidente da CFTC, comenta que o objetivo de sua agência é continuar fiscalizando fraudes, abusos e manipulações nos mercados de criptomoedas.
“A CFTC continuará combatendo abusos nos mercados de criptoativos para garantir que agentes mal-intencionados sejam punidos, enquanto desenvolvemos regras claras para que agentes legítimos possam construir seus negócios em solo americano.”
No texto completo, a CFTC reconhece que Christopher Delgado já havia se declarado culpado em junho em processo criminal movido pelo Gabinete do Procurador dos EUA e que a SEC também entrou com uma ação civil contra o executivo e sua empresa também nesta terça-feira (11).
Já a SEC destaca que Delgado prometia retornos mensais entre 3% e 10%, bem como garantia de devolução do capital investido.
“Delgado desviou pelo menos US$ 51 milhões dos recursos dos investidores para uso pessoal, incluindo a compra de imóveis, veículos de luxo, um iate e viagens. Os réus também teriam usado dinheiro e criptoativos de investidores novos e antigos para pagar os retornos prometidos aos investidores anteriores, seguindo a lógica de um esquema Ponzi.”