Chineses driblam banimento e continuam comprando bitcoin

Embora eles consigam negar o acesso a sites como Wikipedia, Facebook, Twitter e outras ferramentas onde os usuários são livres para se expressar e obter conhecimento, os protocolos das criptomoedas não podem ser parados já que não há um ponto central.

BItcoin e moeda Yuan da China
Dois Bitcoins em cima de Dois Yuans chineses

A luta da China para banir o Bitcoin parece não ter fim, assim como pequenos mineradores estão encontrando brechas para continuar exercendo a atividade no país, informações do Baidu e do Financial Times apontam que os chineses também continuam operando no país.

As duas soluções encontradas por traders chineses para burlar o banimento do Bitcoin em seu país é o uso de plataformas de finanças descentralizadas (DeFi), bem como a abertura de uma empresa em outro país, que pode ser feita facilmente.

Embora o país ofereça soluções alternativas para os serviços estrangeiros que foram banidos, eles não podem oferecer nada parecido com o Bitcoin. Fazendo com que o seu povo continue encontrando maneiras de comprá-lo.

DeFi

A primeira forma encontrada pelos traders chineses já é antiga: o uso de exchanges descentralizadas. Segundo o jornalista Colin Wu, vários chineses estão estudando como usar protocolos de DeFi, já que estes não requerem identificação de identidade e não podem ser bloqueados por governantes.

Embora muitos já usassem tais ferramentas, seu uso aumentou a medida que exchanges internacionais proibiram que habitantes da China usem suas plataformas. Este é o caso da Binance e da KuCoin, que já não permitem o cadastro de chineses em sua exchange.

Um caso que fortalece esta tese é o aumento de volume na exchange descentralizada dYdX após o banimento da China. Hoje seu volume diário está em 4,44 bilhões de dólares e muito provavelmente boa parte dele é de traders chineses.

Registro de empresas no exterior

Um caso que começou a chamar a atenção foi a criação de contas no exterior. Segundo apontado pelo Baidu, traders chineses estão optando por esta solução, permitindo que eles usem exchanges centralizadas ao realizar o processo de KYC usando suas empresas.

O custo inicial é de cerca de 1.200 a 28.800 yuans, equivalente a 1.000 e 25.000 reais, e o cliente pode escolher entre mais de 200 países, incluindo EUA, para realizar este registro. Ficando pronto em até três dias.

A preferencia pelo uso de exchanges centralizadas pode estar ligada ao fato de que elas têm uma melhor experiência de usuário, seja por facilidade em seu uso quanto por conta do volume e mais opções de negociação.

Era digital

Embora as práticas proibicionistas de Estados tiveram mais êxito no passado, a evolução tecnológica apresenta novos desafios para aqueles que tentam acabar com a liberdade de seu povo.

A tentativa da China em controlar quais sites seus cidadãos podem acessar é um bom exemplo disso. Embora eles consigam negar o acesso a sites como Wikipedia, Facebook, Twitter e outras ferramentas onde os usuários são livres para se expressar e obter conhecimento, os protocolos das criptomoedas não podem ser parados já que não há um ponto central.

Além disso, embora a China ofereça produtos similares aos banidos, como redes sociais (amplamente controladas pelo governo), podendo oferecer uma experiência similar a seus cidadãos, eles não tem nada que se assemelhe ao Bitcoin ou outros projetos de criptomoedas, e mesmo sua futura CBDC não fará com que chineses abandonem sua busca pelo Bitcoin.

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Henrique Kalashnikov
Formado em desenvolvimento web há mais de 20 anos, Henrique Kalashnikov encontrou-se com o Bitcoin em 2016 e desde então está desvendando seus pormenores. Tradutor de mais de 100 documentos sobre criptomoedas alternativas, também já teve uma pequena fazenda de mineração com mais de 50 placas de vídeo. Atualmente segue acompanhando as tendências do setor, usando seu conhecimento para entregar bons conteúdos aos leitores do Livecoins.

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