
(Foto/Divulgação)
O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) realizou uma reunião com representantes do Parlamento Europeu e da União Europeia (UE). Além disso, o encontro de cunho interinstitucional aconteceu na quarta-feira (27) na cidade de Brasília.
A pauta principal das discussões focou no fortalecimento da cooperação internacional contra diversos ilícitos financeiros de caráter transnacional. Desta forma, as autoridades presentes debateram formas conjuntas de combate à lavagem de dinheiro no globo.
Outro tema do diálogo envolveu o bloqueio das vias de financiamento do terrorismo entre os diferentes países. A troca ágil de informações sobre transações ajuda as jurisdições na prevenção de fraudes complexas.
Os delegados da UE realizaram perguntas bem direcionadas sobre o sistema brasileiro de prevenção a crimes. Eles quiseram entender o tratamento regulatório e as operações das movimentações financeiras com criptoativos.
Por sua vez, o arcabouço de regras do país para o setor apresentou avanços no período recente. As autoridades nacionais detalharam as normas aplicáveis aos prestadores de serviços de criptomoedas.
Esta medida regulatória busca ampliar a transparência de todas as empresas do segmento perante os órgãos oficiais. O país consegue fortalecer os mecanismos de supervisão com leis mais claras para a área.
A dinâmica de funcionamento do Pix também motivou o interesse dos visitantes durante a sessão presencial. Os estrangeiros buscaram pormenores sobre os métodos de repasse de valores em tempo real.
O grupo europeu questionou os processos para o intercâmbio de dados sobre suspeitas financeiras diversas. Para isso, o Brasil e os membros da UE precisam de canais de comunicação cada vez mais rápidos.
A transparência na identificação de beneficiários finais das companhias formou um pilar adicional de debate. Deste modo, o sistema financeiro coíbe brechas para indivíduos ocultarem lucros de origem ilícita.
O presidente do Coaf, Ricardo Saadi, participou do evento junto com outros líderes governamentais brasileiros. A diretora de articulação internacional da entidade, Elizabeth Cosmo, ajudou a conduzir as apresentações no recinto.
Já a diretora de supervisão do órgão, Juliana Petribú, integrou a equipe local na mesa de trabalhos. Saadi, Cosmo e Petribú representaram o foco da autarquia no esforço mútuo de segurança.
O comitê de fora contou com integrantes da subcomissão de assuntos fiscais da esfera legislativa europeia. O chefe de delegação adjunto da UE no Brasil, Jean-Pierre Bou, acompanhou a comitiva diplomática.
O conselheiro do bloco estrangeiro no território nacional, Kalin Ivanov, também esteve presente para a conversa. Bou e Ivanov somaram esforços a um grupo composto por dezenove pessoas ao todo.