
Pavel Durov não se pronunciou publicamente sobre a denúncia. Imagem: YouTube/Reprodução.
Pavel Durov, fundador do Telegram, está sendo acusado pela Rússia de facilitar atividades terroristas. Segundo a mídia local, o processo foi aberto pelo Serviço Federal de Segurança da Rússia (FSB), sucessora da antiga KGB.
O texto afirma que o desenvolvedor não removeu canais, chats e bots do aplicativo utilizados por serviços especiais da Ucrânia.
Essa não é a primeira vez que Durov enfrenta as autoridades russas. Como exemplo, o bilionário disse ter recusado pedidos do governo russo para banir contas de opositores na VK, sua antiga rede social.
O ocorrido fez com que o desenvolvedor saísse do país e lançasse o Telegram, que acabou se expandindo mais que seu projeto anterior.
A guerra russo-ucraniana teve início em fevereiro de 2022. Embora muitos acreditassem que seria um conflito curto, ele já dura mais de quatro anos.
Buscando atrapalhar as operações da Ucrânia, a Rússia pediu para o Telegram derrubar contas de seus adversários, mas a solicitação não foi atendida.
Como consequência, o FSB está acusando Pavel Durov de facilitar atividades terroristas.
“Em violação à legislação russa, a administração do Telegram não removeu numerosos canais, chats e bots do mensageiro, amplamente utilizados pelos serviços especiais ucranianos, bem como por organizações terroristas e extremistas, para preparar e coordenar, em território russo, atos de sabotagem e terrorismo, assassinatos em massa e atividades de fraude cibernética, cujas consequências incluem numerosas vítimas, entre elas mulheres e crianças, além de prejuízos materiais de bilhões de rublos”.
Em 2024, a Rússia chegou a prender um homem que doou criptomoedas para a Ucrânia, acusando-o de traição.
Quanto a Durov, o desenvolvedor nasceu na Rússia, mas acabou deixando o país em 2014 após perder o controle da sua rede social, a VK.
Até o fechamento desta reportagem, Durov não se pronunciou publicamente sobre o assunto.
Embora as acusações da Rússia pareçam uma perseguição contra Pavel Durov, o fundador do Telegram também enfrenta problemas com autoridades de outros países.
Em 2024, por exemplo, o desenvolvedor foi preso na França, onde possui cidadania desde 2021. As acusações citavam ausência de moderação e falta de cooperação com governos pelo Telegram.
Nos últimos meses, Durov tem se dedicado à criptomoeda Gram (antiga Toncoin), prometendo levar carteiras de autocustódia para 1 bilhão de pessoas.