Com preço do bitcoin ainda em sobrevendido, cotação cai para US$ 65 mil no pós-carnaval
19/02/2026 07:36 07:36
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(Foto/Reprodução)
O preço do bitcoin voltou a cotação de US$ 65 mil por unidade em Dólar ao operar em queda no pós-carnaval do Brasil, caindo para R$ 344 mil na mínima hoje em relação ao Real brasileiro.
A nova queda nesta quinta-feira (19) distancia ainda mais a região dos US$ 70 mil no curto prazo, uma cotação simbólica testada pelo mercado entre os dias 14 e 16 de fevereiro. Ou seja, a recuperação falhou em se sustentar e romper os US$ 71 mil, voltando a cair para um ponto que preocupa muitos investidores.
Isso porque, o analista Michael Burry apontou que US$ 60 mil é o preço que vai iniciar o colapso total do bitcoin, e muitos não querem testar na prática a teoria do homem que previu a crise de 2008.
Em relação ao Real brasileiro, a nova queda pressiona o mercado local que ainda conta com a depreciação do Dólar pressionando ainda mais o bitcoin. Desde o dia 1 de janeiro, o bitcoin já cai R$ 133 mil, ou 27%.
Preço do bitcoin em Real brasileiro já perdeu 133 mil reais em 2026, queda brutal (Crédito: Mercado Cripto Livecoins).
De qualquer forma, o mercado que acompanha outros indicadores técnicos podem aproveitar o momento para se posicionar no bitcoin pensando em um longo prazo. O RSI na média dos últimos sete dias, por exemplo, coloca o bitcoin na zona de sobrevendido, o que tende a indicar bons momentos para compras.
Dados do mapa de calor do RSI do bitcoin em Dólar mostram queda para sobrevendido na média de sete dias (Fonte: CoinMarketCap).
Índice de Medo e Ganância do Bitcoin segue na região extrema
Outros dados disponibilizados pelo Terminal do Livecoins mostram sintomas que também preocupam o curto prazo, mas que podem ajudar investidores com uma janela maior de visão para o futuro.
Isso porque, o Fear and Greed do Bitcoin, famoso índice que mede o medo e a ganância do mercado, segue na região de Medo Extremo, com pontuação 9 nesta quinta-feira.
Já os dados de buscas pelo tema “Bitcoin” no Google, medido pelo Google Trends, também seguem abaixo do máximo e da média dos últimos 30 dias. Desta forma, sugere que não é um assunto que tem atraído os internautas.
Fear and Greed do Bitcoin em região de Medo Extremo (Dados do Terminal Livecoins).
Há uma frase famosa no setor de investimentos que sugere que compras em momentos de crises são melhores, assim como as vendas quando todos estão falando sobre. Ou seja, os investidores que seguem a filosofia de “comprar ao som de canhões e vender ao som de violinos“, tudo indica que o momento segue promissor para compras de longo prazo.
Bruno Costa ingressou no jornalismo cripto quando o DeFi ainda era um experimento de nicho e, desde então, tornou-se uma das principais vozes brasileiras na cobertura de finanças descentralizadas e ativos digitais. Atualmente atua como Senior Content Manager na Starkware.co, uma empresa de PR e marketing focada em DeFi, NFTs e crescimento de comunidades Web3. Seu trabalho frequentemente explora como as economias de tokens podem impulsionar a inclusão financeira no país, conectando a adoção de blockchain à realidade local. Ele é Certified Bitcoin Professional (CBP), credenciado pelo CryptoCurrency Certification Consortium (C4). Graduado em Jornalismo pela Universidade Europeia, Bruno aprofundou sua expertise com formações como o curso DAO Fundamentals (EDU Trainings) e o Web3 Solidity Bootcamp (Metana). Sua cobertura inclui adoção de DeFi em mercados emergentes, cultura NFT na América Latina e análises de UX em aplicações descentralizadas. Entre suas principais competências estão reportagem investigativa, análise do mercado cripto, construção de narrativa e estratégia de conteúdo. No Brasil, o público o conhece por portais como Cointimes.com.br, onde é colaborador regular, além de suas reportagens investigativas que revelaram golpes no setor DeFi. Uma de suas séries chegou a contribuir para alertas regulatórios e maior fiscalização por parte da CVM. Seu guia sobre stablecoins alcançou mais de 50 mil leitores e foi referenciado por três grupos acadêmicos de pesquisa, enquanto sua consultoria para uma carteira DeFi ajudou a redesenhar o conteúdo de onboarding e atraiu mais de 10 mil novos usuários. Bruno já foi citado pelo Valor Econômico, fez coberturas presenciais na São Paulo NFT Expo e no Rio Blockchain Meetup, e participou de grandes eventos como a SP Tech Week e a Blockchain Conference Brasil, onde discutiu temas sobre regulação do DeFi, UX e inovação. Curioso e criativo, com um forte foco em conectar tecnologia e cultura, ele costuma lembrar colegas e leitores de que “Journalism should empower readers with clarity in a world full of crypto hype and misinformation.” Disclaimer: Todo o conteúdo aqui apresentado diz respeito a temas de criptomoedas, blockchain e Web3 e possui caráter exclusivamente informativo e educacional. Não constitui aconselhamento financeiro, de investimento ou jurídico. As análises refletem a experiência e a pesquisa pessoal do autor. O nome do autor é utilizado como pseudônimo. Sempre faça sua própria pesquisa (DYOR) antes de tomar decisões no ecossistema cripto.
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