Comerciante é preso por lavagem de dinheiro após instalar caixa eletrônico de Bitcoin

Comerciante se defendeu, dizendo que achou que a policial disfarçada era uma prostituta e que ela estaria mais segura se fosse atendida fora do horário de funcionamento da loja.

Os caixas eletrônicos de Bitcoin, também chamados de ATM são uma ferramenta importante para a adoção da criptomoeda pelo público geral. No entanto, para um comerciante da Holanda, a história não acabou bem, já que ele foi preso por ser cúmplice de lavagem de dinheiro após ter instalado e ajudado clientes a utilizar o caixa eletrônico de criptomoedas.

De acordo com informações do site de notícias locais RTVNoord, o homem de 31 anos, que tinha um comércio na cidade de Groningen, foi condenado a 80 horas de serviço comunitário. A promotoria também exigiu uma pena de 6 meses de prisão.

O promotor acusou o comerciante de não saber se a máquina foi usada para lavar dinheiro sujo e não ter feto os procedimentos necessários para esse tipo de atividade. Sendo assim, o comerciante configurou como cúmplice na lavagem de dinheiro através do caixa eletrônico.

Na Holanda não é crime fazer negociações em Bitcoin ou usar essas máquinas de caixa eletrônico. No entanto, segundo a acusação, o caixa eletrônico utilizado pelo comerciante apresentava sinais de adulteração, sem contar que ele não realiza os procedimentos de KYC e identificação necessários.

Comerciante instalou o ATM de Bitcoin após visita de outra pessoa

Segundo o acusado, ele recebeu a proposta de colocar um caixa eletrônico de um outro cliente, que estava visitando a cidade. Achando que o equipamento seria similar ao de um banco, ele optou pela instalação. No entanto, de acordo com as investigações, o ATM tinha sistemas de segurança diferentes do resto do mercado.

Primeiro, a máquina não tinha identificação por digital ou por documento, como outras encontradas na Holanda. Além disso, cada transação gerava uma taxa de 5% para a administração do ATM, ao contrário do 0,5% praticado no mercado.

Isso indica que a máquina foi deliberadamente alterada para poder ocultar a identidade de quem realizava as transações.

Policial disfarçada realizou autuação

O comerciante foi autuado por uma policial disfarçada que se passou por uma cliente para testar o quanto a loja era leniente com tentativas de burlar os sistemas de segurança local. A policial tentou fazer uma transação usando 1.200 euros. Na Holanda, transações acima de 1 mil euros precisam de identificação de identidade.

No entanto, ao invés de pedir a identificação, o comerciante ajudou a policial a dividir a transação em duas, evitando assim a necessidade de confirmação de identidade. Outras transações foram realizadas, até mesmo fora do horário de atendimento do comércio.

No entanto, o comerciante se defendeu, dizendo que achou que a policial disfarçada era uma prostituta e que ela estaria mais segura se fosse atendida fora do horário de funcionamento da loja.

“Achei que fosse uma prostituta e pensei que seria mais seguro para ela se não houvesse mais pessoas na loja durante as transações.”

Mas a defesa não convenceu o juiz, que condenou o homem à sentença de serviços comunitários.

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Matheus Henrique
Matheus Henrique
Fã do Bitcoin e defensor de um futuro descentralizado. Cursou Ciência da Computação, formado em Técnico de Computação e nunca deixou de acompanhar as novas tecnologias disponíveis no mercado. Interessado no Bitcoin, na blockchain e nos avanços da descentralização e seus casos de uso.

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