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Como saber se uma corretora de criptomoedas é segura? 7 fatores que revelam a verdade!

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Pense comigo: em um mercado que movimenta trilhões de dólares anualmente, saber identificar uma corretora de criptomoedas confiável pode ser um verdadeiro desafio para qualquer investidor, concorda? Não é para menos: só em 2024, mais de $2,2 bilhões foram perdidos em golpes, hackers e outros golpes no universo cripto, segundo dados da Chainalysis.

Fonte: Chainalysis

Enquanto discutimos em nosso artigo anterior sobre quais são as corretoras de criptomoedas mais confiáveis, hoje vamos mais fundo: quais são os sinais e evidências concretas que você deve buscar antes de confiar seu patrimônio a uma exchange?

Se você está entrando nesse mercado agora ou já opera há algum tempo, este artigo vai te mostrar exatamente como separar as plataformas realmente seguras daquelas que representam riscos desnecessários. 

Continue a leitura e descubra os 7 fatores essenciais que revelam a verdadeira confiabilidade de uma corretora de criptomoedas. Boa leitura!

Por que a segurança é inegociável no mercado cripto?

Antes de mergulharmos nos fatores específicos que determinam a confiabilidade de uma corretora, é preciso entender por que esse tema é tão importante no ecossistema de criptomoedas.

Diferentemente do sistema bancário tradicional, onde existem garantias como o FGC (Fundo Garantidor de Créditos) que protege até R$250 mil por CPF/CNPJ, no mundo das criptomoedas, a responsabilidade pela segurança dos ativos recai principalmente sobre as corretoras — e, claro, sobre você mesmo.

O triste histórico de falências e golpes

Embora as criptomoedas tenham se consolidado no mercado e venham crescendo a cada ano, a sua história até aqui também é marcada por vários casos emblemáticos que, ainda hoje, servem como dolorosos aprendizados para o mercado. Para ilustrar, queremos mostrar três desses casos

  • Mt. Gox (2014)
    Anteriormente responsável por mais de 70% do volume de Bitcoin negociado globalmente, a exchange japonesa foi hackeada e perdeu aproximadamente 750 mil bitcoins (um montante avaliado, à época, em mais de 473 milhões de dólares).

  • FTX (2022)
    Se os hackers podem ser uma preocupação para os traders de criptomoedas, em alguns casos, o perigo podem estar mais perto do que se imagina. Esse é o caso da FTX, que declarou falência após explodir um escândalo no qual o seu CEO, Sam Bankman-Fried, fora acusado de se apropriar de U$8 bilhões dos seus clientes. O resultado? Uma sentença de 25 anos na prisão e uma multa de U$11 bilhões.
Sam Bankman-Fried está preso há quase 3 anos. Fonte: YouTube/Reprodução.
  • QuadrigaCX (2018)
    Se a história anterior pareceu impressionante, ela talvez não chegue nem perto do que aconteceu com a QuadrigaCX. Quer saber o porquê? Simples: o  CEO da empresa, Gerald Cotten faleceu, levando consigo a única senha de acesso que o permitia movimentar os valores dos clientes investidos em sua empresa. Ou seja, um prejuízo de 190 milhões de dólares. Até parece coisa de filme, não é? E foi.

Em abril de 2022, a Netflix lançou o documentário: “Não Confie em Ninguém: A Caça ao Rei da Criptomoeda”, contando toda essa história e dando destaque às inúmeras teorias da conspiração que surgiram após a morte do SEO. Por exemplo: há várias pessoas que acreditam fortemente que Cotten está vivo, usufruindo do valor “retido”. 

Esses exemplos mostram que mesmo plataformas consideradas “grandes demais para falir” podem desaparecer da noite para o dia, levando consigo os ativos de seus usuários. É por isso que a máxima “Not your keys, not your coins” (Não são suas chaves, não são suas moedas) virou quase um mantra no espaço cripto.

7 sinais que revelam se uma corretora de criptomoedas é realmente confiável

Agora que os principais alertas foram dados, e você já tem uma boa visão de alguns fatos que ocorreram, vamos ao que importa! Afinal, realmente existem corretoras seguras para operar criptomoedas, mas, quais são os critérios? Quais são os elementos concretos que você deve analisar para determinar se uma exchange merece ou não sua confiança?

1. Licenciamento e Conformidade Regulatória

Em primeiro lugar, uma exchange realmente comprometida com a segurança dos seus clientes e com a sua própria longevidade no mercado, sempre busca operar dentro dos marcos regulatórios estabelecidos.

O que verificar:

  • Registro em entidades reguladoras: no Brasil, desde a Lei 14.478/2022, o Banco Central assumiu a responsabilidade pela supervisão das exchanges. Internacionalmente, possuir registros em órgãos como FinCEN (EUA), FCA (Reino Unido) e MAS (Singapura) são alguns indicadores positivos e de confiabilidade.

  • Transparência sobre jurisdição: a corretora deve deixar claro sob quais leis opera e em qual país está sediada.

  • Políticas KYC/AML: Procedimentos robustos de “Conheça Seu Cliente” (KYC) e Anti-Lavagem de Dinheiro (AML) são sinais de que a plataforma prioriza a segurança e transparência.

Como verificar?

Muito simples. Basta acessar a seção “Sobre Nós” ou “Termos de Serviço” da corretora e procurar informações sobre seus registros regulatórios. Exchanges confiáveis normalmente exibem essas informações com orgulho, por saberem de sua real importância.

2. Práticas de Armazenamento de Fundos

O método de armazenamento dos ativos talvez seja o aspecto técnico mais decisivo para a segurança de uma corretora de criptomoedas.

O que você deve verificar:

  • Armazenamento em Cold Wallets: as corretoras mais seguras mantêm a maior parte dos fundos (idealmente mais de 90%) em carteiras offline (cold storage), fora do alcance de ataques que podem ocorrer na internet.

  • Multisignature Wallets: implementação de carteiras que necessitam de múltiplas assinaturas para autorizar transações, reduzindo significativamente os riscos de comprometimento interno.

  • Fundos de reserva ou seguros: algumas corretoras mantêm fundos de emergência para cobrir possíveis perdas em caso de ataques. Isso contribui bastante para aumentar a confiança, uma vez que o cliente pode estar protegido mesmo em casa de ataques à empresa.

Como verificar?

Corretoras como Bybit e Binance publicam regularmente “Proof of Reserves”, permitindo que os clientes verifiquem que a plataforma realmente possui os ativos que alega ter. Ao certificar se uma corretora é segura, observe se alguma ação nesse sentido costuma ser realizada.

3. Histórico de Segurança e Incidentes

Na dúvida, olhe para trás. O passado de uma exchange pode revelar muito sobre suas práticas de segurança atuais, e ter conhecimento disso pode ser um divisor de águas para você.

O que verificar:

  • Histórico de violações: pesquise se a corretora já sofreu ataques hackers ou perdas de fundos significativas.

  • Transparência sobre incidentes: como a empresa lidou com problemas de segurança anteriores? Comunicou abertamente? Ressarciu os clientes? Conseguiu se manter de pé, de forma lícita e transparente?

  • Tempo de existência: corretoras que sobrevivem há mais de 5 anos no mercado volátil de criptomoedas geralmente desenvolveram protocolos de segurança robustos. Esse é um excelente sinal!

Como verificar?

Faça uma pesquisa no Google com termos como “[nome da corretora] hack”, “[nome da corretora] scam” ou “[nome da corretora] problemas”. Geralmente essa busca simples costuma funcionar muito bem e trazer destaques importantes para sua consideração.

4. Transparência Operacional e Financeira

Pode parecer óbvio, mas é preciso ser dito. Uma corretora transparente tende a ser muito mais confiável, pois tem muito menos a esconder de você.

O que verificar:

  • Auditorias independentes regulares: empresas respeitáveis contratam auditores externos para verificar suas operações e finanças. É importante que a corretora faça o mesmo.

  • Publicação de relatórios financeiros: demonstrativos financeiros periódicos indicam boa governança corporativa. Nada melhor do que uma corretora que compartilha com seus clientes a sua real situação financeira.

  • Separação clara entre fundos corporativos e de clientes: essa segregação é fundamental para evitar situações como a da, já citada, FTX, onde fundos de clientes foram utilizados indevidamente.

Como verificar?

Procure na seção de “Blog” ou “Anúncios” da corretora por relatórios de auditoria ou demonstrações de solvência.

Como explicamos em nosso artigo sobre como fazer day trade de criptomoedas, a transparência da plataforma onde você opera pode impactar diretamente o resultado de suas operações.

5. Medidas de Segurança na Conta do Usuário

Além da segurança institucional, uma corretora confiável oferece múltiplas camadas de proteção para as contas individuais dos seus clientes. Fique muito atento a esse ponto, pois ele poderá fazer toda a diferença no seu dia a dia!

O que verificar:

  • Autenticação de dois fatores (2FA): este recurso deve ser obrigatório ou fortemente incentivado.

  • Verificações anti-phishing: verifique se a corretora possui sistemas que ajudam a identificar tentativas de roubo de credenciais.
  • Notificações de atividade suspeita: fique sempre de olho em alertas por email ou SMS sobre logins de novos dispositivos ou localizações incomuns. Isso é um sinal de algo pode estar errado com sua conta.

  • Sistemas de whitelisting de endereços: o whitelisting, ou “lista branca”, em uma corretora de criptomoedas, garante que os saques sejam permitidos apenas para endereços previamente aprovados. Se algum sistema com essa funcionalidade existir, excelente!

Como verificar?

Durante o seu cadastro, observe quais medidas de segurança são oferecidas ou exigidas. Uma corretora que permite que você opere sem 2FA, por exemplo, já levanta uma bandeira vermelha.

6. Liquidez e Volume de negociação reais

Ainda que não esteja diretamente relacionada à segurança técnica, a liquidez é um indicador importante da saúde financeira e legitimidade de qualquer corretora.

O que verificar:

  • Volume consistente ao longo do tempo: desconfie de picos súbitos sem razão aparente, que podem indicar wash trading (negociações artificiais).

  • Spreads apertados nos principais pares: Diferenças muito grandes entre preços de compra e venda podem indicar baixa liquidez real.

  • Liquidez e profundidade do mercado: Se uma corretora tem poucas ordens de compra e venda registradas (em seu livro de ordens), seu mercado é considerado “raso”. Isso pode dificultar negociações e causar oscilações bruscas nos preços.

Como verificar?

Ferramentas como a CoinMarketCap oferecem métricas de confiança no volume reportado, que ajudam a identificar exchanges que inflam artificialmente seus volumes.

7. Qualidade do Suporte ao Cliente

Um suporte responsivo e eficiente não apenas melhora a experiência do usuário, mas também indica o comprometimento da corretora com seus clientes.

O que verificar:

  • Múltiplos canais de atendimento: e-mail, chat ao vivo, telefone, e redes sociais.

  • Suporte em português: fundamental para usuários brasileiros, especialmente em situações de emergência.

  • Tempo de resposta: teste enviando uma pergunta simples e veja quanto tempo leva para obter resposta.

  • Base de conhecimento abrangente: FAQs, tutoriais e guias bem elaborados.

Como verificar?

Antes de depositar valores significativos, teste o suporte com algumas perguntas técnicas. Se você estiver considerando operar futuros, por exemplo, pergunte sobre liquidações forçadas ou requisitos de margem para avaliar o conhecimento da equipe.

Sinais de alerta: quando desconfiar de uma corretora

Agora que você já viu os 7 critérios mais importantes, é importante retomar os alertas. Afinal, não basta identificar os pontos positivos de uma determinada corretora de criptomoedas, saber identificar as “Red Flags” que indicam potenciais problemas também é algo essencial. Veja a seguir:

Promessas de retornos irrealistas

Uma corretora está prometendo retornos garantidos ou ganhos estranhamente alto? Fique em alerta. No mundo dos investimentos, especialmente em criptomoedas, retornos excepcionais e quase inacreditáveis sempre costumam vir acompanhados de riscos na mesma proporção.

Falta de transparência sobre taxas

Corretoras que não divulgam abertamente suas taxas ou escondem custos operacionais em letras miúdas, dão a entender que não são tão confiáveis assim e, normalmente, possuem práticas questionáveis em outras áreas. Nessas horas, ao se deparar com situações desse tipo, se faça duas perguntas:

  • “O que ela têm a esconder?”
  • “Por que elas estão evitando me contar isso?”

Como explicamos no artigo sobre qual a corretora de criptomoedas com menor taxa, a transparência é fundamental, e diz muito sobre o terreno no qual você está pisando. 

Pressão para depósitos ou investimentos rápidos

Táticas de marketing agressivas que pressionam por depósitos imediatos ou investimentos urgentes são típicas de esquemas fraudulentos. Então, alerta máximo!

Ausência de informações sobre a equipe

Uma corretora legítima e confiável costuma apresentar sua equipe executiva e principais responsáveis por trás de suas ações. Quando não há informações sobre quem está por trás da operação — ou quando eles tentam esconder isto ao máximo — há motivos suficientes para se preocupar.

Dificuldades para sacar fundos

Este é talvez o maior sinal de alerta. Se uma corretora cria obstáculos, atrasos ou condições excessivas para saques, há boas chances de que esteja enfrentando problemas de liquidez ou até mesmo operando um Esquema Ponzi.

O que é um “Esquema Ponzi”?

Talvez você já tenha se deparado com algo assim. Uma empresa, ou alguém, promete lucros altos, rápidos e inacreditáveis. Mas, na verdade, o dinheiro dos novos investidores é usado para pagar os antigos, sem qualquer atividade real gerando renda. Esse é o Esquema Ponzi. Um golpe financeiro só se sustenta enquanto novas pessoas continuam entrando. Quando o fluxo diminui, tudo desmorona, e a maioria sai no prejuízo. No mundo das criptomoedas é comum surgir golpistas seguindo esse modelo. Por isso, desconfie de promessas irreais e pesquise bem antes de investir!

Como proteger seus ativos mesmo usando corretoras confiáveis

Após tudo isso, com você já tendo escolhido uma corretora com bons indicadores de segurança, isso significa que você não precisa mais se preocupar? A resposta é não

Mesmo depois de já ter tomado sua decisão, é fundamental que você adote práticas para ampliar a segurança dos seus ativos. Nesse contexto, uma das principais recomendações é evitar ao máximo manter todos os seus criptoativos depositados na exchange. 

O ideal é utilizar a corretora apenas para os valores que serão negociados ativamente, seja por meio do Day Trade ou por qualquer outro tipo de operação. O que fazer com o restante? Não tem mistério. Basta transferir os ativos de longo prazo para wallets pessoais, preferencialmente hardware wallets, que oferecem maior segurança contra ataques virtuais.

Além disso, você não deve abrir mão de utilizar todas as medidas de segurança disponíveis. A autenticação de dois fatores (2FA), por exemplo, deve ser ativada por meio de aplicativos como Google Authenticator ou por dispositivos físicos como Yubikey, evitando o uso de SMS, que é muito mais suscetível a sofrer ataques. Senhas fortes e únicas para cada plataforma também são indispensáveis, assim como a ativação de todos os recursos de segurança oferecidos pela corretora. Lembre-se: com segurança não se economiza!

Por fim, mesmo que a sua intenção seja manter suas criptomoedas na corretora por um longo período, é recomendável realizar testes de saque com uma certa regularidade. Pequenos saques ocasionais servem para garantir que os sistemas da plataforma estão funcionando corretamente e que não haverá imprevistos caso seja necessário movimentar os fundos com urgência. 

Acredite. Adotar essas precauções reduz significativamente os riscos e aumenta a segurança no armazenamento e no gerenciamento dos seus criptoativos.

Vigilância constante é sua melhor proteção

Determinar a confiabilidade de uma corretora de criptomoedas não é algo que você deva fazer apenas uma vez, mas um processo que exige vigilância constante. O mundo das criptomoedas está evoluindo rapidamente desde o início. Uma plataforma que é segura hoje não está livre de enfrentar desafios amanhã.

De todo modo, ao aplicar os sete fatores de avaliação que apresentamos neste artigo, não tenha dúvida: você com certeza estará bem posicionado para identificar as plataformas mais confiáveis e evitar armadilhas potencialmente prejudiciais à sua saúde financeira. Nunca esqueça que, no mundo das criptomoedas, sua segurança financeira está, em última análise, em suas próprias mãos.

Para aqueles que desejam se aprofundar ainda mais no tema, recomendamos nosso artigo sobre como escolher uma corretora de criptomoedas, onde abordamos aspectos adicionais a considerar além da segurança, como funcionalidades, variedade de ativos e experiência do usuário.

Agora, se você estiver em busca de uma indicação de corretora, não podemos deixar de recomendar a Bybit. Obviamente, nossa recomendação não lhe tira a responsabilidade de verificar todos os pontos que discutimos aqui. Mas não há dúvida de que ela é uma das corretoras mais seguras e promissoras de todo o mercado de criptomoedas. Para saber mais, clique no botão abaixo:

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Nós vamos ficando por aqui. Se chegou até o final, obrigado pela leitura e pela confiança em nosso trabalho. Até a próxima!

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