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Em um processo coletivo contra a OnilX obtido pelo Livecoins nesta terça-feira (25), ficou claro que a situação da empresa segue se complicando, visto que uma busca pelo Sisbajud autorizada pela justiça do Paraná encontrou suas contas bancárias sem nenhum saldo disponível para bloqueio.
A liminar foi concedida pela Justiça Cível em Curitiba (PR) no dia 19 de agosto, e varreu várias contas da empresa na segunda-feira (24).
Ao todo, a justiça autorizou a varredura bancária das empresas ActivosX Onil
Exchange Internacional S/A e Activosx Onil OTC Ltda. O juiz Alexandre Della Coletta Scholz autorizou a busca de R$ 1.869.715,82, que se fossem encontrados deveriam ter bloqueio imediato pelos bancos.
As buscas nas instituições Bradesco, Itaú, Banco Paulista, Pinbank, Microcash e outros retornaram com a resposta de saldo zerado, o que aumenta o temor de clientes de que não vão conseguir reaver seus valores aportados nos produtos financeiros ofertados pela Onil.
Apesar da liminar em caráter de urgência autorizar a busca de valores em contas bancárias da OnilX, o juiz negou o bloqueio de valores em nome do sócio Fábio Lino.
“A medida, contudo, não deverá atingir, inicialmente, os demais demandados, e será aplicável a eles, mediante prévia deliberação deste juízo, em caso de ineficácia, por princípio de subsidiariedade“, disse o juiz em decisão.
Na petição inicial, a defesa dos nove investidores que acionam a empresa pediu o bloqueio de Lino, e da empresa Flexchange Group Ltda (CNPJ 44.609.176/0001-10), que atualmente pertence a Onil Trade Intermediação de Negócios Eireli. Estes pedidos de bloqueio foram negados e, pelo menos com base neste processo, não há como saber saldos em contas bancárias.
Contudo, o juiz determinou o arresto do bem imóvel descrito na matrícula de nº 509 do Ofício de Registro de Imóveis de Jandaia do Sul/PR, em nome da Onil Trade Intermediação. Esta determinação só deveria ocorrer caso não houvesse saldo nas contas, o que de fato ocorreu com as buscas na última segunda.
Para os investidores, o caso Onil Group segue dramático e a última comunicação pública da empresa indicou para uma mudança do modelo de negócios.
A empresa terá ainda oportunidade de se defender no caso que não encontrou saldo em suas contas bancárias, devendo em até 15 dias se manifestar, sob pena de revelia.
O espaço da reportagem segue em aberto caso a empresa deseje se manifestar aos clientes sobre os problemas com saques e as crescentes demandas judiciais.