Coreia do Norte continua roubando criptomoedas de corretoras, diz ONU

País continua com ataques sofisticados

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Kim Jong-un, líder da Coreia do Norte. Imagem: Agência Brasil

A Coreia do Norte investe cada vez mais em ciberataques direcionados a bancos e corretoras de criptomoedas ao redor do mundo. É o que diz um novo relatório da ONU (Organização das Nações Unidas) sobre o país, divulgado no começo deste mês.

Segundo o documento, produzido por especialistas em cibersegurança, a nação liderada por Kim Jong-un continua usando hackers para roubar ativos digitais de exchanges por meio de ataques “de baixo risco, alta recompensa e de difícil detecção”.

Ainda de acordo com o documento, esses ataques criminosos “resultam em perdas monetárias às empresas e organizações e proporcionam receita ilícita ao país, em violação a sanções financeiras” internacionais.

Esses ativos digitais adquiridos de forma ilegal seriam usados pela Coreia do Norte para fortalecer ainda mais o regime e burlar pressões e sanções internacionais impostas por outros países.

Outro estudo publicado no ano passado revelou que o país asiatiaco pode ter mais de US$ 700 milhões em criptomoedas.

Coreia do Norte orientou palestrantes a falar sobre lavagem de dinheiro com criptomoedas

Segundo o relatório, em abril de 2019 o país realizou uma conferência internacional de criptomoedas em Pyongyang, capital da República Popular Democrática da Coreia do Norte.

Complexo de tecnologia de Pyongyang. Imagem: korea-dpr.info

No encontro, que reuniu especialistas de vários países para discutir tecnologia blockchain e ativos digitais, os participantes foram orientados pelos organizadores a falarem sobre uso de criptomoedas “para lavar dinheiro”.

Diversos contratos teriam sido formalizados durante a conferência.

País continua com ataques sofisticados

O relatório ainda cita que o trabalho dos hackers do país está cada vez mais sofisticado. A afirmação foi baseada em análises de atques virutais feitos pelo Lazarus Group, formado por hackers norte-coreanos conhecidos por suas investidas contra bancos internacionais.

Uma das investidas do grupo ocorreu em outubro do ano passado. Naquele mês, o Lazurus criou uma empresa falsa com design profissional para distribuir uma plataforma gratuita de negociação de criptomoedas, denominada JMT Trader.

Esse JMT Trader, que é uma versão de um software chamado QT Bitcoin Trader, tinha um malware que infectava computadores e redes sociais.

Coreia do Norte tentou roubar dados de membros da ONU

Segundo revisão feita pelo The Wall Street Journal, o relatório também diz que a Coreia do Norte se envolveu em ataques cibernéticos direcionados à ONU, incluindo o Conselho de Segurança da entidade.

Essas investidas, de acordo com o jornal, envolveram phishing, um tipo de ataque virtual projetado para roubar dados das pessoais por meio de e-mails, telefonemas ou mensagens de texto.

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Lucas Gabriel Marins
Jornalista desde 2010. Escreve para Livecoins e UOL. Já foi repórter da Gazeta do Povo e da Agência Estadual de Notícias (AEN).
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